quinta-feira, 15 de abril de 2010

Tecnologia em Educação

TEXTOS DISCUTÍVEIS
- Tecnologia em Educação -


Pedro Demo (2010)


<!--[if !vml]-->Neste texto tenho a intenção de trabalhar a relação entre educação e tecnologia (agora “novas tecnologias” ou, “novas novas<!--[if !supportFootnotes]-->[1]<!--[endif]-->, mas de “tecnologia do espírito”: maneira de intervir em e mudar modos de ser das pessoas (A tecnologia vista como narrativa, 2008). Há críticos ácidos (entre nós, Setzer) (2008), como Sfez (1994), que cita entre os “basbaques” Negroponte e Lévy (A tecnologia vista como narrativa, 2008)<!--[if !supportFootnotes]-->[2]<!--[endif]-->. Pode-se fazer contraponto entre “tecnofilia” e “tecnofobia” (Demo, 2009), procurando alocar-se em algum lugar intermédio, como faremos aqui. Predomina ainda em educação, se não certa repulsa, pelo menos distanciamento comprometedor (Demo, 2009a), o que pode tornar a escola referência obsoleta crescentemente. Sendo nosso século insistentemente contaminado por tecnologias digitais, torna-se crucial saber lidar com elas, também para não ser tragado por elas. <!--[endif]--> tecnologias”) (Levinson, 2009), com o intuito de aclarar modos críticos e autocríticos de produção e uso, afastando-nos da panaceia, bem como da repulsa. Em certa medida, todo processo educativo é “uma tecnologia”, não necessariamente no sentido de equipamento material/virtual


<!--[if !supportLists]-->I.    DEFESA DAS TECNOLOGIAS<!--[endif]-->


Tomo como exemplo de defesa das tecnologias um texto de Jenkins (2010), numa tentativa bem informada de mostrar que os questionamentos podem não ter fundamento científico suficiente, sem falar em resistências piedosas. Discute “oito mitos” em torno dos malefícios dos videogames:
<!--[if !supportLists]-->a)  “A disponibilidade de videogames levou a uma epidemia de violência juvenil” – as estatísticas criminais nos Estados Unidos apontam, ao contrário, para uma baixa em 30 anos; dados indicam que pessoas criminosas veem menos videogames que outras, embora seja verdadeiro que jovens criminosos (tiroteios em escolas) eram jogadores de tais videogames (Tapscott, 2009); há que se levar em conta que jovens são mais facilmente jogadores (90% para garotos e 40% para garotas); a grande maioria dos jogadores não cometem atos antissociais; em geral, se reconhece que os crimes em escolas se ligam mais à estabilidade mental e à qualidade familiar de vida, não à exposição na mídia (Sternheimer, 2003); ademais, o pânico cultivado em torno dos videogames é duplamente prejudicial: intensifica suspeitas sobre jovens jogadores que já se sentem afastados da sociedade, e gasta energia que deveria voltar-se para causas mais reais da violência juvenil; <!--[endif]-->
<!--[if !supportLists]-->b)  “Evidência científica vincula jogo violento com agressão juvenil” – procura-se estabelecer como “evidência científica” procedimentos e resultados ainda duvidosos (por volta de 300 pesquisas), por várias razões metodológicas: imagens de violência aparecem sem contexto, apresentam-se questões aos entrevistados que não fazem parte de seu cotidiano, o ambiente de laboratório é bem diferente do real; pode-se encontrar alguma “correlação”, não causalidade direta, o que permitiria no máximo sugerir que videogames poderiam ser um dos fatores de risco; nenhuma pesquisa consegue estabelecer que videogames seriam fator decisivo;<!--[endif]-->
<!--[if !supportLists]-->c)   “Crianças são o mercado primário para videogames” – de fato, a maioria das crianças americanas joga videogame, mas o mercado de consumo está subindo de idade, à medida também que as crianças crescem: 62% do mercado de console e 66% do mercado de PC estão acima dos 18 anos; embora seja correto alegar que poderíamos ter videogames menos consumistas e persuasivos em termos de advertising e marketing (Fogg, 2003. Bogost, 2007), cabe lembrar a responsabilidade dos pais; segundo a Federal Trade Commission, 83% das compras de games para consumidores menores são feitas por pais ou por pais e crianças juntos;<!--[endif]--> <!--[if !vml]--><!--[endif]-->
<!--[if !supportLists]-->d)  “Quase nenhuma menina joga videogames” – historicamente é fato, mas a participação feminina está crescendo firmemente, tendo como uma das razões serem tais jogos porta de entrada para outras habilidades virtuais importantes na vida e no mercado; ainda existem estereótipos sexistas, por conta do machismo dominante, que são contraditados pela tendência das meninas de construir seus caracteres (avatares) de maneira cada vez mais poderosa e independente; Jones (2003) sugere a importância de tais jogos para alimentar a fantasia, e mesmo o tipo de violência “faz-de-conta” (como no filme de faroeste: todos se matam, mas ninguém morre!); em geral as crianças distinguem claramente entre a violência real da vida real e a fantasia da violência nos jogos;<!--[endif]-->
<!--[if !supportLists]-->e)  “Porque jogos são usados para treinar soldados a matar, possuem o mesmo impacto sobre crianças que os jogam” – esta ilação é excessivamente linear (brutalizar e tonar agressivas as pessoas); para Jenkins (2010), funcionaria somente se: i) isolarmos o treinamento de seu contexto específico cultural e educacional; ii) assumirmos que os aprendizes apenas engolem o que lhes é imposto; iii) assumirmos que os treinados aplicam o que aprenderam num ambiente de simulacro diretamente ao mundo real; videogames são certamente ambíguos, como qualquer jogo (pode-se usar futebol para aprimorar a violência dos atletas), mas podem também ser usados para fins nobres de aprendizagem, sendo este hoje um tema em franco progresso (Gee, 2003; 2007; Shaffer et alii, 2005); <!--[endif]-->
<!--[if !supportLists]-->f)    “Videogames não são forma significativa de expressão” – em meio a controvérsias judiciais que perduram, o que se constata é apenas a ambiguidade natural dos jogos: podem ser banais e expressivos, podem ser fúteis e persuasivos; seria quixotesco imaginar que as crianças antes de 18 anos fiquem alijadas de tais jogos, porque este controle é fictício e antieducativo; apenas aguçaria ainda mais o interesse duvidoso; ademais, não cabe supor que jogadores não tenham opinião, capacidade de crítica e resistência, bom senso etc.;<!--[endif]-->
<!--[if !supportLists]-->g)  “Jogo de videogame é socialmente isolador” – grande parte, porém, tem marca social: 60% de jogadores frequentes jogam entre si, com amigos; mesmo jogos previstos para jogadores separados muitas vezes admitem participação (colega ao lado auxiliando nas estratégias, por exemplo); é importante distinguir os cenários: dois jogadores podem enfrentar-se duramente em batalha com morte na tela e ser amigos inseparáveis na vida real; não se pode esquecer ainda que a internet constitui redes sociais, ainda que jamais substituam contato físico; <!--[endif]--> <!--[if !vml]--><!--[endif]-->
<!--[if !supportLists]-->h)  “Jogo de videogame torna o jogador insensível” – ao contrário, há estudos que mostram primatas sabendo distinguir perfeitamente entre situação de luta real e simulada (de brincadeira); no “círculo mágico” do jogo tudo parece possível, na vida real jamais e isto os jogadores, em geral, sabem distinguir; afirmar que jogo violento pode causar falta de sensibilidade para com vítimas reais pode encobrir que o jogador já tinha outros problemas mentais; jogo violento pode levar a jogo mais violento, mas é preciso diferenciar os cenários virtuais dos reais.<!--[endif]-->
O questionamento de Jenkins (2010) desses oito mitos é interessante, mas mostra um lado da moeda. Não imagino que seja possível, um dia, reconciliar os dois lados, porque há, ao fundo, também questões hermenêuticas de interpretação multi e intercultural. Por exemplo, muitos espanhóis diriam que a corrida de touros (na qual os touros são sacrificados num ritual de jogo), sendo parte da cultura, não produz nem incentiva violência. Outros – talvez já a grande maioria – diriam que se trata de espetáculo execrável. As tecnologias são ambíguas, naturalmente, como assevera Levinson, discutindo seu “lado sombrio” (2009): podem ser usadas para fins considerados positivos ou negativos. Mesmo as mais polêmicas, como a tecnologia atômica, manchada pelo uso bélico trágico, admite esta visão: pode ser usada para fins nobres também. Outra coisa é considerar o pano de fundo das tecnologias em determinada cultura (a eurocêntrica, neste caso). Quando tecnologia leva o signo da dominação, prepotência, colonização culturamente estabelecido, aparece, para além da mera ambiguidade, a questão ética, pois tecnologia incorpora um projeto de subordinação de outras culturas. Olhando ainda o mercado de “patentes” e de “copyright” que protege a propriedade privada de tecnologias, este cuidado torna-se tanto mais patente.
<!--[if !vml]-->Jenkins refere-se apenas a videogames, mas há tantos outros cenários de violência na internet e computador, que vão desde agressões virtuais que por vezes acabam se tornando físicas, aliciamentos para fins truculentos, assaltos virtuais de hacker em contas bancárias, até pornografia e pedofilia (Virtual Library, 2008. Trolley et alii, 2006. Durosimni, 2008. Gray, 2003. Harding, 2008). Tudo é preocupante, mas talvez mais ainda é a pedofilia, por ter como vítimas as crianças, acrescentando-se a isso igualmente a manipulação delas para fins do consumismo (advertising especializado). Em ambiente de marcado liberal, ética não faz parte, como diria Bakan (2004). Ao contrário da sensação de liberdade que a criança facilmente experimenta lidando com computador e internet, tais ambientes escondem cenários consideráveis de controle, apropriação privada, manipulação de conteúdos, sem falar em plágio, que se tornou preocupação grandiloquente dos professores (Galloway, 2004. Boyle, 1997. Mehgan, 2006. Wesh, 2009. Gray, 2003. Reid, 1999). Olhando por esta ótica, computador e internet podem ser uma brincadeira temerária, deixando os pais angustiados. A criança corre inúmeros riscos, exigindo a vigilância paterna. É difícil discutir os contornos desta vigilância, facilmente empurrada para o autoritarismo. Diria que é importante buscar um meio termo. Não cabe apenas proibir, porque seria incentivo a mais; o filho pode não ver internet em casa, mas o fará, logo que puder, em outro lugar e com muito maior picardia. Não cabe apenas permitir, porque muitas vezes o socorro chegará tarde. Seria conveniente estabelecer ambiente de diálogo franco, embora os pais saibam que os filhos são arredios nessas coisas, porque preferem discutir isso entre pares. <!--[endif]-->


<!--[if !supportLists]-->II.   TRAÇOS MAIS FACEIROS<!--[endif]-->


Não me cabe resolver tamanha controvérsia (Video Game Controversy, 2010), que imagino insolúvel. Mas é claro que computador e internet possuem outras faces. Em parte fez um “up grading” virtual nos contos de fadas, imprimindo-lhes ainda mais fantasia, movimento, animação, interatividade. Tornou-se, literalmente, “cultura popular”, porque é o meio mais marcante de produções culturais. A par disso, podem representar grandes oportunidades de aprender, sem falar que fazem parte das habilidades do século XXI: novas tecnologias não são apenas meio; são também alfabetização, parte integrante dos processos de produção de conhecimento e informação. Embora atrelados ao mercado, que faz deles objeto de consumo sem peias, não podem ser vistos apenas como vilões.
<!--[if !vml]-->Primeiro, falamos agora de “novas alfabetizações”, indicando que a iniciação à vida inclui muitas outras habilidades que não sejam apenas ler, escrever e contar (Attwell, 2007). A nova geração (Carlson, 2005) está empurrando o sistema educacional para além de algumas fronteiras enrijecidas como a da aula instrucionista (Foreman, 2003), neste mundo “feito de conhecimento” (Stehr, 2002). Não querem mais que a escola seja constituída de um sistema disciplinar centrado numa figura intocável e indiscutível (Schneider, 2007. Tapscott, 2009), pela razão simples de que conhecimento não é dinâmica intocável e indiscutível (Feris & Wilder, 2006. Fisher et alii, 2006): é feita por todos e nunca se acaba; não admite mais o argumento de autoridade, agora se funda – sempre provisoriamente – na autoridade do argumento, como ocorre na wikipedia (Mader, 2006. Notari, 2006. Livingstone & Bober, 2005. Education uses of Second Life, 2008. Exploring wikis online, 2008). <!--[endif]-->
Segundo, abrem-se oportunidades não formais, complementares e rivais, introduzindo de maneira bem mais concreta a teoria e a prática da “aprendizagem permanente”. Em grande parte, tudo começa com as “novas alfabetizações” (Coiro et alii, 2008), feitas fora do ambiente escolar, e que continuam pela vida afora, colocando-nos o desafio de atualização infinda (Hargadon, 2008; 2008a). Em parte rivalizam com a escola, em especial quando esta se transforma em trincheira do atraso, em parte a complementam, porque nenhum dos dois ambientes (formais e não formais) podem solicitar exclusividade. No caso da rivalidade, propõe-se ter que “desaprender” a velha pedagogia (McWilliam, 2005. Shirky, 2008), enquanto no caso da complementaridade, acentuam-se expectativas similares de desenvolvimento do pensamento crítico (McSporran & Young, 2004. Carroll, 2004. Dreher, 2001. Lih, 2004). Os ambientes não formais mais decantados são os dos videogames (Prensky, 2001; 2006), porque aliam inúmeras dinâmicas consideradas cruciais para a aprendizagem profunda (motivação, participação, pesquisa, discussão online, scaffolding, interatividade, colaboração etc.).
Terceiro, fomentam-se oportunidades de autoria individual e coletiva, efetivando naturalmente a expectativa de que conhecimento não se copia, se constrói (Emigh & Herring, 2005. Philip, 2007. Scardamalia & Bereiter,  2006). Ultrapassam-se claramente os limiares da pedagogia instrucionista (transmissão copiada de conteúdos para serem copiados) e fomenta-se a noção de que entre as habilidades do século XXI está a da produção própria de conhecimento, também por ser o “charme” do século, assim como a wikipedia se tornou, em parte pelo menos, o charme desta primeira década (Baker, 2008). Seria difícil subestimar a importância desta guinada, mesmo sob a sombra sempre presente do plágio. Já não cabe mais aula sem autoria, porque é plágio. Não cabe aprendizagem sem autoria, porque formação de autoria é, em grande parte, sua alma. Muda também a definição de professor: de repassador de conteúdos, passa a mediador da aprendizagem, mantendo os alunos no centro e dizendo-se também aprendiz (Motschnig-Pitrik, & Jolzinger, 2002. Rose & Meyer, 2002. Teachers 2.0, 2008. Veen, 2008. Oblinger & Oblinger, 2005). Ao mesmo tempo, o professor precisa estar up to date (atualizado) em termos tecnológicos, para estar à altura da nova geração (Jones & Johnson-Yale, 2005. Anderson, 2006).
<!--[if !vml]-->Quarto, computador e internet em geral funcionam como motivadores decisivos, ao contrário de ambientes formais considerados chatos. Há riscos óbvios nisso, quando se preferem textos copiados, se coloca prazer acima do esforço de reconstrução de conhecimento, se cultiva amadorismo improdutivo (Coates, 2003. Crone & MacKay, 2007. Chisholm, 2006. Blum, 2009). Nunca se pode ignorar a ambiguidade das tecnologias, mas visivelmente a nova geração as aprecia, até demais. O exemplo mais pertinente, de novo, são os videogames. Jogando, os alunos podem também distrair-se, isolar-se, perder tempo, drogar-se (Clark & Scott, 2009. Veen, 2007). Entre resistências e entusiasmos, as novas tecnologias vão ocupando seu lugar (Lohnes & Kinzer, 2007. Lynch & Collins, 2001). Ainda é muito cedo para sugerir que internet auxilia a desenvolver o cérebro mais que livros (é uma tirada fora de lugar) (Modine, 2008), mas pode-se afirmar que internet vai fazer parte da aprendizagem, naturalmente (Rubenstein, 2003). Este rosário poderia continuar indefinidamente. A intenção é apenas mostrar também o outro lado. <!--[endif]-->


PARA CONCLUIR


<!--[if !vml]-->A escola e seus professores não podem comparecer neste cenário como mera resistência, tanto porque é inútil (computador e internet vieram para ficar), quanto porque se perde oportunidade decisiva. Não cabe o determinismo tecnológico, porque sociedade e tecnologia se condicionam reciprocamente. Mas é preciso perceber o andar dos tempos. Como educação insiste em afirmar que está à frente dos tempos, seria de se esperar que não se esconda em velharias, como é o atual instrucionismo vigente. Papel decisivo detém o professor: a qualidade de sua aprendizagem é condição decisiva da qualidade da aprendizagem do aluno. Ele precisa, mas que de críticas, de oportunidade tecnológica.<!--[endif]-->

fonte: http://nteitaperuna.blogspot.com/2010/04/textos-discutiveis-tecnologia-em.html

Programa mostra como tecnologias podem trabalhar pela educação

Quinta-feira, 15 de abril de 2010 - 11:46
Foto: Arquivo/SeedA Escola Municipal Professora Maria Celina, em Serrana (SP), já teve problemas com evasão, violência e chegou a registrar até morte de alunos em sala de aula, mas conseguiu reverter este quadro crítico. Hoje é referência de ensino no interior de São Paulo. A estratégia da instituição foi utilizar as tecnologias da informação e comunicação a seu favor para driblar os problemas que enfrentava e promover a educação. A história é contada no programa Caminhos da Escola, que vai ao ar nesta quinta-feira, 14, às 22h, na TV Escola.

Em um ano, a escola teve turma que iniciou com 52 estudantes e terminou com apenas cinco, mas agora são raros os registros de falta de alunos nas aulas. O estudante do ensino fundamental Bryan Lennon, 10 anos, mostra como o computador e a internet facilitam seu aprendizado e tornam as aulas mais atrativas. O diretor e professores do colégio contam como eram avessos à tecnologia. Uma delas lembra que não sabia ligar um computador. Mas o cenário mudou com a chegada do Programa Nacional de Informática na Educação (Proinfo), do Ministério da Educação, que tem como objetivo introduzir o uso das tecnologias de informação e comunicação nas escolas da rede pública.

O programa Caminhos da Escola também viaja até o Rio de Janeiro e vai até a Escola Pedro Álvares Cabral, em Copacabana. É nela que acontece o debate dos estudantes com a escritora e atriz Elisa Lucinda. Ela fala sobre sua carreira, seu tempo de escola e como as artes podem influenciar na vida das pessoas. O colégio realiza oficinas de dança, música e teatro e os estudantes conversam com Elisa sobre como a escola pode se reaproximar das artes.

A atriz já foi professora e jornalista e aproveita a oportunidade para recitar alguns poemas de sua autoria para os jovens.

Nesta edição, os alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental do Campo Hermínio Pagotto cumprem o desafio de criar uma cartilha sobre o cultivo de abelhas nativas para produtores rurais de Araraquara (SP). O material será distribuído para que donos de pequenas propriedades trabalhem na preservação dessas abelhas que correm risco de extinção devido ao desmatamento, às queimadas e ao uso de agrotóxicos.

O programa Caminhos da Escola é uma parceria do MEC com a TV Cultura, realizado pela Conspiração Filmes. O objetivo é mostrar como a educação é capaz de transformar trajetórias individuais e sociais, dentro e fora da escola. O programa é exibido toda quinta, às 22h na TV Escola, com reprises aos sábados, às 17h e segundas, às 22h. A TV Escola pode ser sintonizada via antena parabólica (digital ou analógica) em todo o país e por meio da internet no Portal do MEC. O sinal está disponível também nas televisões por assinatura via Embratel (canal 123), Sky (canal 112) e Telefônica (canal 694).

Assista à chamada do programa.

Assessoria de Imprensa Seed/MEC
Palavras-chave: Caminhos da escola, tecnologias da informação

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Piadas de provedor de internet!

Para descontrariar e rir um pouco....

Olá pessoal! para terminar a segunda feira, nada como rim um pouco com as pérolas dos provedores de internet via rádio, principalmente no interior.....

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na internet discada

uma certa pessoa ligou e pediu pra fazer uma assinatura
fiz todo processo de cadastro
dei o login e senha ensinei a fazer a conexão
falei que precisava de um fax modem e um linha de telefone no computador
ela não consegui eu perguntei se a linha de telefone não estava muito longe pois com muito cabo na cidade não funcionava
ela me responde
olha mais perto só se eu colocar o telefone dentro do computador.


manutenção técnica

o cara liga dizendo que tem um monte de tela no computador dele e nada funciona
meu técnico pede pra ele fechar todas as janelas e reiniciar o computador
o cara simplesmente fala não sei o que isto vai resolver mais ta bom.
Para o espanto do técnico ele ouviu o cara fechando as veneziana da casa dele.
der repente....
olha fechei todas as janela e reinicie o pc e resolve... quando travar é só repetir o processo?


vendo um computador para um cliente k6 500 na época com o famoso kit multimídia

a cliente devolve o computador porque o porta copo esta com defeito
porta copo???
sim sim
quando vejo
era o Driver de CDrom


Internet wireless
cliente liga e fala porque esta merda quando eu to fazendo 5 download fica muito lento pra abrir pagina ????


esta foi a pior olha
cliente liga dizendo que ta faz 15 dias sem internet mando o técnico La... monitor fora da tomada.


outra pior aki
cliente liga e fala que a merda só abre o site da minha empresa
técnico chega la tudo normal
ai o cliente ve que o técnico escreve la www.uol.com.br e abre o uol digita www.ig.com.br e abre o site da ig
o cliente diz:
a então tem que escrever ai o que você quer que abra?

Internet

Cliente: Minha internet é de 300k porque ela sempre aparece 100 Mbps?

Até explicar que fucinho de porco não é tomada, o pior que ela ainda acha que vc tá lezando ele, dá dando apenas 1/3 do que ele contratou, hehehehe

é sempre culpa..

Não importa o quanto a net funciona bem, tem muito cliente safa... que pra ganhar uma assistência "de grátis", vai la e quebra o cabo , e diz que ta sem net a 10 dias... e tem uns que sao mais cara de pau ainda, liga e fala que a net nao ta funcionando, ai tu vai la ver ta tudo na mais santa paz, ai quando tu vai levantando da cadeira pra ir embora vc escuta aquele enfurecedor "HEINNN..."
isso queima as orelhas...
"tem como vc dar uma olhadinha no som, nao ta saindo som no computador, isso começo depois que vc instalo a internet..."
blz, tu vai la ve que ta tudo certo mas o volume ta no zero, arruma e pronto, ai vem outro "HEINNN...." cara que ódio, "o meu "nério" nao ta gravando mp3, prq será? antes de coloca a internet eu conseguia agora nao consigo mais...
Ainda bem que eu nao ando armado!!

No Pará

Uma vez la no pará uma cliente ligou para perguntar se @ (arroba) era com um "R" ou com dois "RR" kkkk

Na casa do Vizinho

depois de uma semana instalada, homem me pede,
" ho, tem como apagar as minhas conversas na internet? pq sabe a gostoza da vizinha tbem coloco, e eu e ela andamos falando umas coisas que se minha mulher ver dá morte"

falei que dava e uma hora ia la ajudar ele,

chego lá, pra fingir uma manutenção no pc. a mulher dele,

"ho, vc poderia me ensinar a apagar minhas conversar pq sabe, to falando com meu vizinho de madrugada e se meu marido descobre ja viu..


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até mais...

ps. não fiz correção ortografica... com erro é mais divertido....

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Entrevista com Marcelo Tas sobre o Twitter

“O Twitter já revolucionou a comunicação”
5 de julho de 200913h11Tweet este Post
Por Ana Freitas

Após uma semana agitada na relação entre política e internet (e um coronel amapaense no meio), o jornalista Marcelo Tas faz um balanço do que, afinal, merece atenção. Apoiador e divulgador do #ForaSarney, ele defende a mobilização pela internet mas critica alguns métodos adotados por partidários da campanha. Em entrevista ao Link por telefone, Tas citou a palavra “revolução” nove vezes e falou sobre jornalismo, política e internet. Acompanhe:

Você acha que o Twitter vai revolucionar a comunicação?
Não, eu acho que já revolucionou. Acho que já influenciou e mudou muito a comunicação.

E como isso irá afetar a maneira como a gente recebe e lida com o fluxo de notícias nos próximos anos?
Muito. E é algo que a gente não vai perceber de uma maneira tão pontual quanto a gente percebeu com a chegada da TV, por exemplo. É algo muito mais sutil e, paradoxalmente, muito mais rápido. Entra tão imediatamente na nossa vida que a gente não identifica. A gente tem uma dificuldade muito grande de processamento. Os chips vão se acelerando em proporção geométrica, e a gente continua com o mesmo cérebro, com o mesmo corpo – graças a Deus, inclusive -, e principalmente com a mesma cultura, que é uma cultura muito analógica.

O Twitter pode contribuir para o fim do jornal como conhecemos?
Não gosto do verbo “acabar”, gosto do verbo “transformar”, sabe? Porque nada vai acabar. Os livros, a disenteria, os finais de casamento, essas coisas não vão acabar. Os dramas humanos e os jornais também não vão acabar. Vai tudo sendo transformado por essa possibilidade que a gente tem não só de consumir como de produzir informação. O leitor virou uma fonte, um produtor de notícia. Mas o cara que apura, qualifica e até comenta o que aconteceu tem que ser muito preparado. Esse alguém pode ser um jornalista, e acredito que vai ser um jornalista, mas pode também ser um cara que escreva bem e more em Cuiabá.

Qual sua posição sobre todo o caso envolvendo o #ForaSarney e as celebridades no Twitter?
Antes de mais nada, fico muito aliviado por ainda termos pessoas indignadas com o Sarney. Acho maravilhoso que uma molecada tenha tido a iniciativa de criar a tag e começado a se manifestar. Esse episódio aí para mim é muito pequeno. É uma coisa que ganhou uma dimensão… não há nenhum interesse em ficar falando em “subcelebridades”. Pra mim são pessoas equivocadas sim, e a maneira como eles pediram essa ajuda ao Ashton [Kutcher] foi totalmente ingênua e boboca, para usar palavras muito elegantes. Mas isso para mim teve nenhuma importância. O mais importante foi ver a molecada gerando esse barulhão na internet contra o Sarney.

Ainda que essas manifestações tenham ficado só na rede e poucos tenham comparecido de fato aos locais marcados pra manifestação?
Esse é o jeito analógico de pensar. Quando você fala que o pessoal não compareceu, está se baseando em algo como as Diretas Já, né? Mas nas Diretas demorou um ano e meio pra botar 300 mil pessoas na rua. O #ForaSarney em uma semana mobilizou, saiu matéria em tudo quanto é jornal, e já decretam que foi um fracasso. Se estão criticando as pessoas que foram, quem está errado? Quem foi ou quem não foi? Vi um monte de nerds, em alguns lugares como o Amapá, foram 50 pessoas. Acho isso incrível, primeiro porque o Amapá foi o lugar onde foi eleito o Sarney. E aí as pessoas acham que foi um fracasso. O que me interessa é que tem gente colocando pra fora sua indignação. Jovens que sempre foram tratados como alienados, que “só ficam sentados no computador”, quando tiram a bunda do computador são criticados porque são poucos?

Então exagero pensar em revolução pela internet?
Não, com a internet não. A revolução se faz com pessoas. (A internet) É apenas uma ferramenta, e não é a única. Eu acredito que revolução pra valer, de gente séria, se faz com educação. É a revolução que foi feita na Coreia, e é essa a revolução que me interessa. É o país que tem maior adoção de banda larga e de telefonia celular do mundo, onde a internet não foi tratada com preconceito, mas como uma ferramenta. Nosso erro é olhar pra internet como se ela tivesse vida, como se ela fosse uma pessoa. Ela não é uma pessoa, ela é uma ferramenta como uma caneta. Depende de como a gente usa. O nosso caso, que é bastante grave, é que as pessoas que saem na frente levam porrada de quem tem medo da mudança, como foi essa molecada do #ForaSarney. Tem umas pessoas que ficam torcendo contra, e ficam pintando eles como se eles fossem uns bobocas. Eu não tenho esse tipo de preconceito. Não participei das manifestações, até porque eu, como apresentador do CQC, não tenho que tomar partido ou vestir a camisa de uma causa. Mas apoiei ajudando a divulgar por um motivo muito simples: eu acho o Sarney uma doença para o Brasil.

Não foi ingenuidade dos partidários de Sarney minimizar a campanha?
A cabeça dele é analógica, é a cabeça de um coronel que já fechou televisões e jornais. O Sarney já chegou a tirar do ar a Rede Globo no Maranhão. É um cara que domina o mundo analógico, mas desconhece o digital e começa a levar seus tombos. A mesma coisa aconteceu com o ACM. O coronel manda prender, manda sumir com gente.
Não tenho duvida de que o Sarney vai ser soterrado pela opinião publica.

Diante desse panorama político de uma liberdade de expressão inédita na humanidade, você acha é possível censurar a internet?
Não dá. E isso é curioso, por conta do DNA da internet, que é descentralizado. É uma espécie de armadilha do destino para esses tiranos, mesmo na China. Lá, os nerds conseguem driblar o firewall, a muralha digital chinesa. Não é todo mundo, mas um faz um buraquinho, outro faz e a muralha digital vai cair que nem a grande muralha.

Você acha que os iranianos teriam tido condição de fazer a mobilização que fizeram sem o Twitter?
Não dava. Eles não teriam tido a abrangência e a velocidade que conseguiram. Nós estamos acompanhando em tempo real. Por exemplo, a menina que levou o tiro e caiu no asfalto. A gente viu aquela imagem umas horas depois, o mundo inteiro viu. Há três anos isso provavelmente não aconteceria. Esse é um exemplo muito evidente de algo que já está entre nós.

É o fim da barreira entre fã e ídolo, político e eleitor…
Isso é algo que está aí e vai se aprofundar. O fã realmente vive muito próximo, como o cara que trouxe a informação [sobre a agressão] do Danilo. Ele sabia que eu estava online. Ele não só se sente perto de mim como está perto de mim. Quanto mais você troca informação com seu público, mais constrói relação de confiança. E isso é o que aqueles meninos não souberam fazer, no episódio das “subcelebridades”. Eles foram falar de um assunto que não faz parte da vida deles. Falaram do #ForaSarney como se aquilo fosse uma brincadeira. O papo mais idiota que existe é o ‘vamos botar no Trending Topics’. A importância disso é zero, e quem pensa desse jeito são pessoas velhas, acostumadas a falar de ibope. A internet não é sobre audiência – não adianta você querer inflar seus seguidores do dia pra noite.
É sobre ‘cauda longa‘, sobre uma maioria que não é uniforme, como eram os seguidores da novela das oito. Era uma manada de gente que nem sabe porque está vendo a novela. Na internet não, o cara que é meu seguidor no Twitter sabe porque é meu seguidor. Não adianta de uma hora pra outra você querer bombar seus seguidores. No mundo virtual, as coisas têm que ser muito reais. Outro jeito das pessoas pensarem é “quero ficar famoso, então vou lá falar com o apresentador do ‘Big Brother’”. Tem muita gente que me pede “Marcelo, me dá um tweet que eu quero ficar famoso”. É gente totalmente equivocada.

Na internet, você acha que as movimentações vão sempre estar na mão das pessoas?
Não gosto muito desse negocio de ‘está na mão do povo’, porque povo foi uma palavra desmoralizada pelos políticos.

Mas pense no povo como uma coisa bonita.
É uma ferramenta mais democrática, não tenho dúvida.

Aulas criativas e recursos tecnológicos estimulam alunos

Alunos não esquecem as aulas do projeto Valentine’s Day

Autor: Arquivo da escola

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Já se passaram dois anos, mas os antigos alunos da professora Crisliane Patrícia da Silva, de Naviraí, no Mato Grosso do Sul, ainda se lembram da ocasião em que aprenderam sobre a romântica comemoração do Dia dos Namorados. O Valentine’s Day, como é conhecida esta celebração nos Estados Unidos, foi o ponto de partida utilizado pela professora em um projeto onde ela não só ensinou palavras e expressões em inglês como ainda mostrou aos estudantes como montar apresentações utilizando aplicativos como o Windows Movie Maker ou o Power Point.

O projeto Valentine’s Day foi desenvolvido há dois anos, na Escola Presidente Médici, onde ela trabalhava na ocasião, com alunos do 9º ano do fundamental e do ensino médio. “O resultado foi maravilhoso. Os alunos participaram com muita vontade e puderam expressar seus sentimentos de várias formas”, enfatiza a professora, que trabalhou questões relacionadas à amizade e ao amor. Em sua opinião, esse foi um dos trabalhos mais interessantes que já planejou e seu maior sucesso foi a liberação para os alunos utilizarem os sites de relacionamentos, costumeiramente proibidos durante as aulas: “eles puderam entrar e postar seus recados e mensagens.”

Formada em letras, com pós-graduação em língua inglesa, Patrícia leciona inglês desde o ano 2000, quando concluiu sua graduação. Ela trabalha, atualmente, nas escolas Eurico Gaspar Dutra e Juscelino Kubitschek e diz que sua maior dificuldade é a falta de material. “Vivo pesquisando sugestões de atividades diferenciadas em livros ou em sites especializados em educação”, explica. Ela destaca que essa foi a sua motivação ao desenvolver não só o conteúdo sobre o Valentine’s Day como os demais que estão postados no Portal do Professor.

Ela considera que a união de conteúdos “chatos” com os recursos tecnológicos disponíveis é a atitude que mais dá certo. Em sua opinião, os alunos participam mais quando o professor inova em uma aula expositiva utilizando, por exemplo, um data show ou fazendo um trabalho com câmeras digitais, onde os alunos devem registrar, em inglês, momentos de seu cotidiano, utilizando os tempos verbais já trabalhados em aula. “Acredito que essa tecnologia veio somar com a educação. Só é preciso ter coragem para tentar mudar”, analisa.

A preocupação de Danilo Duarte Costa, de Belo Horizonte, em Minas Gerais, é oferecer aos estudantes conteúdos diferentes e criativos. “Acredito que o papel do professor é motivar os alunos e, para isso, é preciso que as aulas sejam estimulantes e dinâmicas”, acentua. Ele entende como fundamental que as aulas atendam - ou, ao menos, se aproximem - da realidade em que se inserem os alunos: “a aula deve fazer sentido para eles e não se tornar somente um amontoado de informações a serem decoradas”, justifica o professor que trabalha no Centro de Extensão (Cenex) da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), desde 2008.

Ele dá aulas de inglês em cursos de idiomas desde 2002, mas ainda não leciona em escolas regulares, pois irá concluir a licenciatura em letras apenas no final deste ano. Em 2009, Danilo Costa participou, como monitor, de um projeto de extensão da UFMG - o Educação Continuada de Professores de Língua Estrangeira (Educonle). “Esta participação me ajudou bastante como fator norteador para as aulas que elaboro para o Portal do Professor,”assinala. Segundo ele, o fato de todos o professores que participam do Educonle lecionarem em escolas públicas possibilitou que entendesse melhor quem eram os alunos, bem como suas necessidades.

Acesse as aulas da professora Patrícia e do professor Danilo no Portal do Professor

(Fátima Schenini)

sábado, 10 de abril de 2010

Entrevista super interessantes sobre Tecnologias na Educação com a professora Maria Elizabeth Biaconcini Almeida

Professora associada da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Maria Elizabeth Biaconcini Almeida, mais conhecida como Beth Almeida, se dedica a estudar a aplicação de novas tecnologias na educação, desde 1990. Na época, ajudou a estruturar o núcleo de informática da Universidade Federal de Alagoas. Com mestrado e doutorado na área, atua como docente no Programa de Pós-Graduação em Educação pesquisando Novas Tecnologias em Educação.

Em entrevista ao Jornal do Professor, a especialista ressaltou a importância da capacitação dos educadores para a modernização da sala de aula. Segundo ela, as ferramentas de produção colaborativa já são as mais utilizadas e o futuro das escolas será pautado por uma palavra: conectividade.

1. O que são exatamente as novas tecnologias que estão sendo aplicadas na educação?

Quando falamos de novas tecnologias fazemos referência, principalmente, àquelas digitais. Hoje, sabemos que a tendência é de que haja uma convergência de tecnologias e mídias para um único dispositivo. O essencial é que este dispositivo possua ferramentas de produção colaborativa de conhecimento, de busca de informações atualizadas. Isso possibilita uma comunicação multidirecional, na qual todos são autores do processo ou, pelo menos, têm potencial para ser.

2. Quando surgiu a discussão sobre esse assunto?

O primeiro projeto público surgiu no Brasil em meados da década de 1980. Era o EDUCOM, um projeto de pesquisa desenvolvido em conjunto por cinco universidades públicas que se dedicaram à produção de softwares, formação de educadores e desenvolvimento de projetos pilotos nas escolas.

3. Há uma certa polêmica em torno do uso das tecnologias em sala de aula. Afinal, os efeitos são positivos ou negativos para o desempenho dos alunos?

Vivemos numa sociedade informatizada. Não podemos negar o contato com a tecnologia justamente para a população menos favorecida que, em geral, só teria condições de acessá-la no ambiente escolar. Pesquisas mostram resultados promissores quando as tecnologias de informação e comunicação (TICs) são utilizadas de forma adequada, que oriente o uso para a aprendizagem, o exercício da autoria e o desenvolvimento de produções em grupo.

4. Como elas devem ser usadas do ponto de vista pedagógico?

As novas tecnologias podem ser usadas de diferentes maneiras, mas podem trazer soluções mais eficazes em projetos que envolvem a participação ativa dos alunos, como em atividades de resolução de problemas, na produção conjunta de textos e no desenvolvimento de projetos. O fundamental nessas tarefas é fazer com que os alunos utilizem a tecnologia para: chegar até as informações que são úteis nos seus projetos de estudo, desenvolver a criatividade, a co-autoria e senso crítico.

5. Na era da tecnologia, como serão as salas de aula do futuro?

A primeira mudança é a expansão do espaço e do tempo. Rompe-se com o isolamento da escola entre quatro paredes e em horários fixos das aulas. Teremos a escola no mundo e o mundo na escola. Isso, porque o conhecimento não se produz só na escola, mas também na vida - numa empresa, num museu, num parque de diversões, no meio familiar. Tais espaços poderão se integrar com as práticas escolares e provocarão uma revisão no conceito de escola e de currículo. Os equipamentos serão bem diferentes, estarão disponíveis em qualquer lugar, talvez nem tenhamos que carregá-los. A conectividade é que vai nos acompanhar em todos os lugares.

6. Quais serão as principais ferramentas dos professores? Que tipo de recurso já está sendo
utilizado?

Já temos uma série de instrumentos sendo utilizados pelos professores. Os blogs, por exemplo, são bastante disseminados entre os docentes. O WiKi, que é um programa virtual de produção colaborativa de textos, também. Entretanto há outros recursos, como simuladores que permitem visualizar fenômenos da natureza ou do corpo humano que não teríamos condições de acompanhar se não fosse virtualmente; os simuladores propiciam também compreender o significado de funções matemáticas abstratas por meio de testes de hipóteses e da representação gráfica instantânea.

7. A senhora pesquisou a política de outros paises em relação à aplicação das TICs na educação. Como o Brasil se posiciona em relação a países como Estados Unidos e Portugal?

Atualmente, há uma convergência das experiências em diversos países. Os computadores portáteis, por exemplo, estão sendo testados em todo o mundo, simultaneamente: tanto em países da América Latina, quanto da África, da Europa. O problema, no entanto, não é a disponibilidade das tecnologias e sim a formação de professores para utilizar as TICs. Outro problema que também se evidencia em todos os países é a concepção de currículo. Precisamos superar a idéia do currículo prescrito como lista de tópicos de conteúdo. O currículo deve ser construído integrando o que emerge da própria relação cotidiana entre professores e alunos. Muitas vezes, os currículos não abordam habilidades e competências que precisam ser desenvolvidas. Quando se trabalha com o registro de uma atividade num blog, por exemplo, os alunos desenvolvem um projeto pelo computador, que tem o seu desenvolvimento registrado e, assim, é possível identificar diferentes dimensões do currículo que foram trabalhadas no projeto, o que vai muito além do currículo prescrito.

8. O que está sendo feito hoje em termos de formação de professores?

Em primeiro lugar, no Brasil, todos os programas voltados para TICs na educação têm essa preocupação de capacitar os professores. Mais do que permitir o acesso à tecnologia, os programas trabalham a preparação dos educadores. E isso é uma questão de longo prazo, porque a formação se dá ao longo da vida, tem que ser continuada e voltada para a própria prática. Além disso, temos hoje várias pesquisas sendo desenvolvidas nesta área e o Brasil se destaca por ter um projeto de tecnologias na educação que integra a formação de educadores, a prática de uso de tecnologias e a pesquisa científica.

Renata Chamarelli

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Service Pack 1 do Windows 7 vaza em sites de torrent



O arquivo, segundo o blog Geeksmack, foi compilad recentemente, mais especificamente no dia 27 do mês passado. O nome completo dessa build é 6.1.7601.16537.amd64fre.win7.100327-0053 e o Service Pack ainda é uma versão beta, não a finalizada. Ela vem, no entanto, com o já anunciado suporte á memória dinâmica e e um cliente mais robusto para a função de área de trabalho remota.
Chris, editor do blog, também avisa que o processo de instalação desse pacote de atualizações foi bem mais rápido do que os service packs do Vista, mas também precisaram de duas reinicializações para fazerem efeito. Como essa não é a versão oficial liberada pela Microsoft, atualize por sua própria conta e risco.

Guia sobre formatação de disco rígido ensina quando e como realizar a tarefa



Seu computador anda cada vez mais lento. De repente, abrir mais de um aplicativo ao mesmo tempo fica impossível. Cada clique do mouse leva você à beira de um ataque de nervos, com a demora na resposta. E eis que surge aquele seu amigo com um conselho que parece mágico: por que você não formata sua máquina?
Para quem não é muito íntimo da informática, a formatação é o processo que “apaga” o sistema operacional e todos os arquivos do disco rígido do seu computador (mais especificamente, o sistema operacional é reescrito e perde a referência da localização dos arquivos).
Ela é uma opção radical, recomendada em casos como o descrito acima, quando a máquina começa a dar sinais de cansaço: depois de alguns anos de uso, muito aplicativos e arquivos instalados e desinstalados depois, o computador fica lento, não responde corretamente aos comandos e trava constantemente.
A formatação ainda é indicada em casos em que não foi possível remover um vírus do computador por softwares de segurança. Com os arquivos de sistema corrompidos, a formatação do disco rígido (ou HD) ajuda a eliminar a praga virtual.
“Em geral, a formatação funciona como um diagnóstico da máquina, mostrando se o problema é do hardware [componentes físicos] ou software [sistema e aplicativos]”, explica Plínio de Aquino Jr., professor do Departamento de Ciência da Computação e coordenador do Laboratório de Engenharia de Usabilidade da FEI.
Se após a formatação e reinstalação do sistema o computador continuar travando, isso pode indicar que há algum defeito no hardware – você pode então trocar alguns componentes ou, se nada funcionar, talvez seja o caso de pensar em comprar uma máquina nova.
Mas, se a máquina voltou a operar normalmente, o problema era em relação ao software.
Com a ajuda da equipe do Laboratório de Usabilidade da FEI, o UOL Tecnologia preparou um passo a passo para a formatação de computadores com sistemaWindows XP e Windows 7, tanto para quem não tem onde fazer um backup e como para quem tem.
Mas antes de se aventurar na tarefa, confira alguns cuidados prévios importantes.
  • Glaucia Motta/UOL

Cidades decidem proibir o uso das "pulseiras do sexo" em escolas




da Agência Folha, em Curitiba
da Agência Folha em Manaus
Pelo menos três cidades já proibiram o uso das "pulseiras do sexo" entre alunos das escolas da rede municipal. Na maior delas, em Manaus, a Secretaria Municipal de Educação decidiu ontem (6) o veto dos adereços de plástico nas 450 instituições de ensino após a morte de duas jovens que usavam o produto.
Navegantes (SC) proíbe uso de "pulseiras do sexo" em escolas
Crianças usam pulseira, mas sem significado sexual
Crianças ignoram significado adulto de "pulseiras do sexo"
A polêmica em torno do uso das pulseiras se intensificou na semana passada, quando foi divulgado o caso de uma menina de 13 anos que teria sido estuprada em Londrina (379 km de Curitiba) por causa do produto.
Divulgação
Cidades decidem proibir uso das "pulseirinhas do sexo" nas escolas
Cidades decidem proibir uso das "pulseirinhas do sexo" nas escola
Na cidade paranaense, a polícia apura se ela foi violentada por incentivo do "jogo das pulseiras". Nele, quem arrebenta o acessório recebe uma retribuição sexual da dona do adereço que varia de acordo com a cor do produto --se for roxa, vale beijo de língua; preta, sexo, entre outras possibilidades.
Em Manaus, a polícia também investiga a relação de três casos com o uso das pulseiras. Em dois deles, jovens que usavam os adereços foram mortas.
Ao proibir as pulseiras nas escolas municipais de Manaus, onde estudam 240 mil alunos, o secretário de Educação, Vicente Nogueira, disse que a decisão foi uma precaução. Segundo ele, nenhum caso de agressão contra meninas foi registrado dentro das escolas da rede. "Não queremos [porém] que os diretores das escolas transformem isso (a proibição) num cavalo de batalha, mas que faça disso um momento de orientação", afirmou.
Em Maringá (426 km de Curitiba), a decisão foi inspirada após a suspeita de estupro da vizinha Londrina. Lá, a medida atinge 43 escolas da rede municipal de ensino.
De acordo com a assessoria da pasta, circulares foram enviadas aos pais dos alunos. Os comunicados pedem que os pais ajudem na fiscalização da medida. Se o aluno insistir em usar os adereços dentro da escola, os pais serão chamados para convencer os filhos a retirar a pulseira.
Já na cidade de Navegantes (95 km de Florianópolis), o uso da pulseira influenciou na criação de uma lei específica sobre o assunto. O prefeito Roberto Carlos de Souza (PSDB) sancionou a lei no início do mês passado. Ela proíbe o uso da pulseira nas 47 escolas da rede.
A nova legislação determina que os educadores se reúnam com os pais para ajudar na fiscalização e orientação sobre o comportamento sexual de crianças e adolescentes. Além das mortes registradas em Manaus, há outros casos de violência sexual que teriam relação com as pulseiras. Nos últimos 23 dias, conselhos tutelares da cidade registraram 14 casos de agressão e tentativa de violência contra meninas que usavam os adereços.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u717305.shtml

24 HORAS PRA ACABAR COM A CORRUPÇÃO


Dentro de menos de 24 horas o Congresso irá finalmente votar no Projeto de Lei Ficha Limpa.

Nós só temos dois dias para convencê-los de passar esta legislação ousada que irá mudar a política brasileira para sempre!

A Lei Ficha Limpa irá remover das eleições candidatos que cometeram crimes sérios como desvio de verba pública, corrupção, assassinato e tráfico de drogas. Vamos pressionar nossos deputados conseguindo 2 milhões de assinaturas para mostrar que se eles não votarem pela "Ficha Limpa" não votaremos neles!

https://secure.avaaz.org/po/brasil_ficha_limpa/

... acabei de votar e espero contar com a sua contribuição contra a corrupção no nosso país!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

William Shakespeare


"Um dia você aprende que
Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre
dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa
apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a
aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas.
E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante,
com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do
amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair
em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por
muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas
pessoas simplesmente não se importam. E aceita que não importa quão boa
seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa
perdoá-la, por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos
para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais
se arrependerá pelo resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas
distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que
não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam,
percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada,
e terem bons momentos juntos.
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas
de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que
amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós,
mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se
deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que
se leva muito tempo para se tornar a pessoa que se quer ser, e que o
tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está
indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.
Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser
flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não
importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois
lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer,
enfrentando conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando
você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se
teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você
celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens,
poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela
acreditasse nisso. Aprende que quando está com raiva tem o direito de
estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame,
não significa que esse alguém não o ame, pois existem pessoas que nos
amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas
vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a
mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o
mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto,
plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe
traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar, que realmente é forte, e que
pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que
realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas
dádivas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos
conquistar, se não fosse o medo de tentar."

domingo, 21 de março de 2010

Onda Twitter...

Eu sinceramente não tinha noção de como esse tal de Twitter funcionava, mas após ver uma entrevista do apresentador do CQC, Marcelo Tas, no canal TV Escola, to revendo os meus conceitos sobre globalização... Arrisco a dizer que esse site tende a ser o maior meio de comunicação entre pessoas de países diferentes... Associando-se a Google, Youtube... nao precisa nem falar mais nada...

Sempre usei o orkut para estudos e informações, tipo: tava precisando de alguma informação sobre o modelo e a marca de um determinado celular q eu tava afim de comprar, entrava no orkut, me associava à comunidade da marca do celular, depois ficava procurando nos posts as vantagens e desvantagens de se ter um um celular dakele modelo q eu queria, já q as fabricantes nunca divulgam isso, a única coisa q eles falam é: "Camera VGA" ao invés de falar "CAMERA RUIM".

Enfim, creio q o principal objetivo de quem criou o orkut era realmente aproximar pessoas de mesmo interesse sobre algo, só q esse nao é o principal uso dele hoje.

Logo q criaram o orkut, os recados eram abertos a todos, e todo mundo gostava de mandar bjs pra todo mundo, gerando uma confusão tremenda. Aparecia um cara de lá do fim de linha do Acre, mandando bjs e dizendo q tava morrendo de saudades de alguém do Rio Grande do Sul, não q pessoas do Acre nao tenham parentes no RS, mas tem momentos e lugares para fazer certos comentários... as circusntâncias em que cada pessoa se encontrava nao era levadas em consideração, provocando muitas vezes várias brigas entre casais, há quem diga q casal que se respeita nao fica "fuçando" o orkut do outro, alguns preferem fazer um orkut só para o casal.... enfim... ORKUT hj é tachado como o site da "fofoca confusenta", perdendo o verdadeiro sentido de sua criação que era unir pessoas com mesmo interesse sobre algo, pelo visto nao é só sobre algo agora, é sobre algo e sobre alguém!

Agora posso acompanhar as noticias em tempo real sobre os assuntos de meu interesse no twitter, livre de confusões, eu espero.

http://www.twitter.com/luizartur



sexta-feira, 19 de março de 2010

Filtro Solar - Pedro Bial

Nunca deixem de usar filtro solar!
Se eu pudesse dar uma só dica sobre o futuro,seria esta: use filtro solar.Os benefícios a longo prazo do uso de filtro solar
estão provados e comprovados pela ciência;
já o resto de meus conselhos não tem outra base confiável além de minha própria experiência errante.

Mas agora eu vou compartilhar esses conselhos com vocês.
Aproveite bem, o máximo que puder, o poder e a beleza da juventude.
Ou, então, esquece... Você nunca vai entender mesmo o poder
e a beleza da juventude até que tenham se apagado.
Mas, pode crer, daqui a vinte anos, você vai evocar as suas fotos e
perceber de um jeito - que você nem desconfia hoje em dia
quantas tantas alternativas se lhe escancaravam à sua frente,
e como você realmente tava com tudo em cima.
Você não é tão gordo(a) quanto pensa!

Não se preocupe com o futuro.
Ou então preocupe-se, se quiser, mas saiba que pré-ocupação
é tão eficaz quanto mascar chiclete
para tentar resolver uma equação de álgebra.
As encrencas de verdade de sua vida tendem a vir de coisas que nunca
passaram pela sua cabeça preocupada, e te pegam no ponto fraco às quatro
da tarde de uma terça-feira modorrenta.
Todo dia enfrente pelo menos uma coisa que te meta medo de verdade.
Cante.

Não seja leviano com o coração dos outros.
Não ature gente de coração leviano.
Use fio dental.
Não perca tempo com inveja.
Às vezes se está por cima,
às vezes por baixo.
A peleja é longa e, no fim,
é só você contra você mesmo.
Não esqueça os elogios que receber.
Esqueça as ofensas.
Se conseguir isso, me ensine.
Guarde as antigas cartas de amor.
Jogue fora os extratos bancários velhos.
Estique-se.

Não se sinta culpado por não saber o que fazer da vida.
As pessoas mais interessantes que eu conheço não sabiam,
aos vinte e dois, o que queriam fazer da vida.
Alguns dos quarentões mais interessantes que conheço ainda não sabem.
Tome bastante cálcio.
Seja cuidadoso com os joelhos.
Você vai sentir falta deles.
Talvez você case, talvez não.
Talvez tenha filhos, talvez não.
Talvez se divorcie aos quarenta, talvez dance ciranda em suas bodas de diamante.
Faça o que fizer, não se auto-congratule demais, nem seja severo demais com você.
As suas escolhas tem sempre metade das chances de dar certo.
É assim pra todo mundo.

Desfrute de seu corpo.
Use-o de toda maneira que puder. Mesmo.
Não tenha medo de seu corpo ou do que as outras pessoas possam achar dele.
É o mais incrível instrumento que você jamais vai possuir.
Dance.
Mesmo que não tenha aonde além de seu próprio quarto.
Leia as instruções, mesmo que não vá segui-las depois.
Não leia revistas de beleza. Elas só vão fazer você se achar feio.

Dedique-se a conhecer os seus pais.
É impossível prever quando eles terão ido embora, de vez.
Seja legal com seus irmãos. Eles são a melhor ponte com o seu passado
e possivelmente quem vai sempre mesmo te apoiar no futuro.
Entenda que amigos vão e vem, mas nunca abra mão de uns poucos e bons.
Esforce-se de verdade para diminuir as distâncias geográficas
e de estilos de vida, porque quanto mais velho você ficar,
mais você vai precisar das pessoas que conheceu quando jovem.

More uma vez em Nova York, mas vá embora antes de endurecer.
More uma vez no Havaí, mas se mande antes de amolecer.
Viaje.

Aceite certas verdades inescapáveis:
Os preços vão subir. Os políticos vão saracotear.
Você, também, vai envelhecer.
E quando isso acontecer, você vai fantasiar que quando era jovem,
os preços eram razoáveis, os políticos eram decentes,
e as crianças, respeitavam os mais velhos.
Respeite os mais velhos.
E não espere que ninguém segure a sua barra.
Talvez você arrume uma boa aposentadoria privada.
Talvez case com um bom partido.
Mas não esqueça que um dos dois pode de repente acabar.

Não mexa demais nos cabelos senão quando você chegar aos quarenta
vai aparentar oitenta e cinco.
Cuidado com os conselhos que comprar,
mas seja paciente com aqueles que os oferecem.
Conselho é uma forma de nostalgia.
Compartilhar conselhos é um jeito de pescar o passado do lixo, esfregá-lo,
repintar as partes feias e reciclar tudo por mais do que vale.

Mas no filtro solar, acredite!

O "QUASE" QUE ME MATA!

Verão terminou, agora vem o outono... lembrei de uma poesia muito linda sobre o "Quase"... agora com essa onda de blog posso postar aqui os textos interessantes que acho por ai, jogado nas 'latas de lixo" da internet:

QUASE

Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do
talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me
incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo
que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda
joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu
está vivo, quem quase amou não amou.

Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos
dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias
que nunca sairão do papel por essa maldita mania de
viver no outono. Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a
escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto,
contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na
distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos
abraços, na indiferença dos “Bom dia”, quase que
sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser
feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo
trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir
entre a alegria e a dor, sentir o nada , mas não são.

Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não
teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em
tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não
aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um
traz dentro de si. Não é que fé mova montanhas, nem que
todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que
não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,
preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é
desperdiçar a oportunidade de merecer.

Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros
amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um
coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é
instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a
saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça
de tentar.

Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais
horas realizando que sonhando, fazendo que planejando,
vivendo que esperando porque, embora quem quase morre
esteja vivo, quem quase vive já morreu.

(Luiz Fernando Veríssimo)

...espero que tenham gostado

terça-feira, 9 de março de 2010

Reunião de Informática

A primeira reunião sobre as aulas de informática do Autímio Pires aconteceu hoje. Confesso que as expectativas eram maiores, mas estou levando em consideração a chuva que teve em Macarani hoje à noite.

Vieram cerca de 10 alunos, dos quase aproximadamente 150 convocados. Imaginei que viessem pelo menos uns 50.

A chuva na cidade se formou cedo, por volta das 16:00h, nuvens escuras pelos quatro cantos da cidade... o jornal anunciou "temporal" e realmente me preocupei com a chuva, entretanto, deve ter caído mais forte em outra região da cidade.

Devo ir à secretaria de educação municipal amanhã, saber para quando está previsto a chegada dos computadores da escola. É essencial as aulas teóricas em sala de aula, para explicar conceitos sobre informática de uma maneira geral, como unidades de medida, Mega Bytes, Kilo bytes... também é importante explicar o funcionamento interno do computador, quais as funções das principais peças como memória, HD, processador... isso ao longo do tempo deve estar na ponta da língua de qualquer aluno da turma de informática, pelo menos o meu projeto é esse.

Preciso de uma previsão de chegada dos computadores para que nao fique trabalhando com os alunos, criando expectativas neles sem nenhuma noção do tempo q esses computadores levarão pra chegar.

CONCEITOS APLICADOS NA AULA DE HOJE:

- BLOG
- E-MAIL
- SITE
- SITE DE COMUNIDADES (ORKUT)

LEVANTAMENTO DE DADOS

Me deparei com uma condição hj q ao mesmo tempo q fiquei surpreendido, triste por um lado, e feliz por outro.

... dos 10 alunos q vieram pra reunião de informática q aconteceu hoje, 3 nunca tiveram contato com computador! Fiquei triste por ver q nos dias de hj ainda tem uma porcentagem grande de pessoas q ainda na tiveram contato algum com computador. Fiquei feliz porque vai ser uma honra muito grande pra mim poder trabalhar com essas pessoas que sem dúvida tem uma expectativa muito maior das aulas, e tenho consciencia de q nao irei decepcioná-los com as aulas. Poder guiar uma pessoa q nunca teve contato com o computador é a melhor coisa q pode acontecer com um professor de informática, porque vc tem a chance de contruir esse conhecimento junto ao aluno da maneira mais próxima da correta.

...

Creio q tenho mais expectativas neles do q eles em mim, tenho conciencia da importÂncia q a informática tem nos dias de hj, e estou determinado a formar profissionais na área neste período de um ano.

A reunião de hj foi somente para os alunos da 5ª e 6ª (sala mista - noturno), as duas turmas do noturno. Os alunos de todas as turmas do vespertino deveriam ter aparecido para a reunião também, por enquanto sem muitas exigências dos alunos, período chuvoso, aulas sem computadores... início de ano exige um pouco de paciência mesmo.

"Quanto mais nos elevamos, menores parecemos aos olhos daqueles que não sabem voar."
Friedrich Nietzsche

domingo, 7 de março de 2010

Professor de Informática

Nova jornada de trabalho a partir do dia 22 de fevereiro de 2010.

Designado pra ser professor de informática da Escola Autímio Pires (antigo Necy Novais), no primeiro dia fiquei um pouco nervoso, nada anormal pra quem volta às salas de aula.

Por enquanto só planejamento já que os computadores ainda não chegaram. Mas as aulas devem começar nesta segunda a noite. A situação não é simples já que as aulas não fazem parte da grade curricular dos alunos, é mais um trabalho de inclusão digital.

OBJETIVOS PRIMORDIAIS:

- Fazer levantamento da quantidade de alunos e faixa etária;
- Definir quais conteúdos trabalhar, levando em consideração os interesses destes alunos;
- Dividir turmas por idade e conhecimento prévio na área de informática;
- Preparar material individual para cada turma;
- Planejar interdisciplinariedade informática/inglês, já que ambos estão ligados diretamente;

OBJETIVO FINAL:

- Criar e desenvolver o pensamento crítico das pessoas sobre como o bom uso do computador pode trazer grandes benefícios para a nossa sociedade, em todos os campos de desenvolvimentos tecnológicos.

...enfim, tenho compromisso com o papel de educador consciente que estou designado. Daqui pra frente, darei tudo de mim nesta jornada em busca do conhecimento e melhoria de nossa cidade, Estado, país.

A escola, pretende abrir vagas para o público de uma maneira geral, por enquanto só os alunos da escola Autímio Altamira Pires tem esse direito.

Maiores informações, procurar a escola em qualquer um dos perídos de aula:

das 8:00h às 12:00h (matutino)
das 13:30h às 17:00h (vespertino)
das 19:00h às 22:30h (noturno - período em que estarei lecionando)