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segunda-feira, 12 de julho de 2010

Após 8 horas jogando, chinesa desenvolve trombose profunda




DONALD G. MCNEIL JR.
Médicos da Província Human, na China, relataram um caso de uma paciente que desenvolveu trombose por ficar muito tempo jogando sentada. A paciente descrita numa carta ao jornal médico Lancet era uma mulher de 40 anos que apresentava um inchaço doloroso na perna esquerda. Embora seus exames de sangue tivessem resultados normais, um ultra-som mostrou uma trombose venosa profunda, um perigoso coágulo sanguíneo.
Ela foi hospitalizada por duas semanas, tomou anticoagulantes e aspirina enquanto usava meias de compressão. Ela se recuperou e está fazendo terapia de manutenção com warfarina, um anticoagulante. Ela não tinha problemas de saúde, nem histórico familiar de trombose, e apenas um fator de risco conhecido, pois tomava anticoncepcional oral.
Os médicos chegaram a um diagnóstico de "trombose venosa profunda associada ao jogo Mah Jongg". Eles observaram que ela tinha passado oito horas sentada, sem se mexer, na noite anterior, jogando o antigo jogo chinês Mah Jongg (parecido com o dominó). Ela estava tão concentrada que tudo que tinha consumido era uma "pequena quantidade de refrigerante".
"A condição do nosso paciente é similar à 'síndrome da classe econômica' em seus mecanismos patofisiológicos", escreveram. "No entanto, os mecanismos da trombose venosa profunda associada ao jogo Mah Jong podem ser complicados pelo stress (especialmente quando evolve apostas de dinheiro) e privação do sono".,

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Inglaterra abre clínica para viciados em videogames


07/07/2010 21h59 - Atualizado em 07/07/2010 21h59

Tratamento exige abstinência total e jovens ficam internados no mínimo 1 mês.


Assim como no consumo de álcool e cigarros, nem todo jogador adquire vício.

Do G1, com informações do Jornal Nacional
A Inglaterra abriu a primeira clínica do mundo para atender crianças e adolescentes viciados em videogames. Assim como no consumo de álcool e cigarro, por exemplo, nem todo mundo que joga videogame e usa computador se torna um viciado em games e internet.
James é um adolescente inglês de 16 anos que passa até 15 horas em frente ao computador, jogando videogame. Ele não pratica atividade física, está cerca de 20 quilos acima do peso considerado ideal, e confessa que só vai à escola porque é obrigado pelos pais – e que quando está lá, só pensa em voltar para casa para jogar mais e mais.
"Eu odeio isso. É triste ver um filho vegetar desse jeito. Já arranquei o videogame da tomada, mas ele ficou agressivo, gritou comigo, quase me bateu. E eu tive que devolver o aparelho", contou a mãe do jovem, aos prantos.
Especialistas alertam que algo pode estar errado com a saúde mental do jovem quando ele prefere ficar trancado em casa jogando videogame no computador, evitando sair e se divertir de outras maneiras.
O diretor da clínica especializada no tratamento de jovens viciados em jogos eletrônicos, Richard Graham, explica que essa doença é capaz de arruinar com a vida de qualquer pessoa. "Abrimos a clínica para lidar com esse mal dos tempos modernos. A cura exige abstinência total. Por isso os pacientes ficam internados um mês, no mínimo".
O especialista aconselha a pais ou responsáveis de jovens viciados em games que não tenham acesso à clínica que tentem reduzir o tempo de jogo aos poucos, até chegar a uma ou duas horas diárias no máximo.
Ele ressalta ainda que os jogos podem proporcionar amizades e ser um bom passatempo, desde que praticados com moderação.