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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Relatório do curso de blog associado ao Twitter

Bom, depois já há algum tempo sem falar algo, resolvi fazer um breve comentário sobre as aulas, os alunos e seus desempenhos individuais e em grupo.

Estou adorando ver a criatividade de todos que estão fazendo o curso, e apesar de alguns acharem algumas ferramentas "inúteis", tenho plena consciência de que no fim das contas todos irão saber usar cada uma delas da melhor maneira possível, tanto para a escola onde atuam como para as suas vidas pessoais.

Estou sempre acompanhando as atualizações que são feitas nos blogs dos alunos que estão na minha página de links ( http://luizartur.blogspot.com/p/links.html ), e se eu me esqueci de colocar o de alguém, por favor entre em contato comigo urgentemente! Gostaria de aproveitar pra avisar a todos que se mudarem o nome do blog, repassem para mim o novo endereço para que eu possa atualizar o meu.

Enfim, está sendo muito gratificante para mim ver o resultado do trabalho passado aos alunos. Também já estou planejando para a próxima aula, a criação e publicação de um vídeo pessoal no youtube, para posterior publicação no blog. Já vai ficar com cara de Jornal mesmo. Cada aula que passa, com mais ferramentas implementadas, o blog fica mais rico em informações, interatividade e conhecimento.

Queria lembrar a todos que há várias publicações antigas, interessantes, relacionadas à inovações tecnológicas, formas de aplicação dessas atividades na sala de aula ou na escola, entre outras coisas que com certeza são de grande proveito a todos.

Não se limitem a aprender somente durante a aula, sempre tenho comigo que aluno aprende sozinho em casa, e que sala de aula deve ser um lugar para somente tirar dúvidas, ou seja, futuque as ferramentas do blog, do twitter, anote as dúvidas e tragam para as aulas para que a gente possa esclarecer a todos.

Com relação ao Twitter, tenho visto poucas publicações, não sei se é porque estão ainda intimidados a falar publicamente na internet ou se não estão acessando as contas. Sei que a maioria do usuários de internet no Brasil preferem Orkut, mas não desprezem a capacidade de divulgação do twitter, que talvez hoje seja a maior ferramenta de publicidade do mundo, é tudo uma questão de saber como usar.

Próxima aula então estaremos criando uma conta no Youtube.com para começarmos a postar os nossos vídeos.


Bom pessoal, por enquanto é só, acho até que escrevi demais para quem só queria falar um Oi com todo mundo. Me sinto hornado em ter vocês como alunos. Beijos e Abraços...


Atenciosamente,


Luiz Artur Meira Moura

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Vídeos no Youtube e Twitter mostram que a internet está influenciando as campanhas eleitorais no Brasil






A eleição no Brasil mudou consideravelmente na era da internet. Este ano, os candidatos estão brigando não só por votos, mas também por cliques entre um número grande de usuários deinternet.
Os principais concorrentes à sucessão do presidente Lula tornaram-se ávidos tweeters, investiram em sites que podem recolher doações, e participaram do primeiro debate presidencial online do país recentemente.
O debate entre a coalizão governista de Dilma Rousseff, seu principal oponente, José Serra, e a candidata do Partido Verde, Marina Silva, foi transmitido ao vivo em redes como Twitter e Facebook. Embora a TV continue a ser o meio mais poderoso no Brasil, a internet está crescendo rapidamente em importância à medida que milhões de consumidores compram computadores a cada ano.
Os dois principais partidos estão tentando importar os aspectos da estratégia que ajudou Barack Obama ganhar a presidência dos EUA em 2008, através da organização de adeptos e da coleta de doações on-line.
Segundo o Banco Mundial, o número de usuários de internet no Brasil atingiu 72 milhões em 2008, o dobro de quatro anos antes. Os brasileiros acumulam mais tempo online por mês do que qualquer outra nacionalidade.
Assim como a “Obama Girl” nos EUA, no Brasil também tem um vídeo ficando famoso, do “Dilmaboy”, com milhares de exibições no Youtube. Nele, o estudante universitário Paulo Reis dança e canta sua admiração a Dilma, dizendo ao seu adversário: “Sabe que o povo tem fome e quer comer. Sorry, Serra, mas essa você vai perder”.
O vídeo é um raro momento de alívio cômico para os eleitores no Brasil, pois a televisão e as estações de rádio estão legalmente proibidas de fazer qualquer humor envolvendo candidatos nas vésperas da eleição.
Serra, ex-governador de São Paulo, usa sua página no Twitter desde o ano passado para formar um elo direto com os eleitores. Na luta contra a sua imagem de um pouco duro e distante, ele faz reflexões mais leves sobre futebol e sua rotina diária. Serra está atrás da Dilma nas pesquisas de opinião, mas pelo menos tem uma maior presença no Twitter, com mais de 370 mil “seguidores” contra 174 mil da rival.
O popular Lula ainda não tem página própria no Twitter, mas uma mensagem de vídeo dele foi publicada na página da Dilma, exortando os usuários da internet a ajudar a tornar Dilma a primeira líder mulher do país.
Segundo os especialistas, cada usuário da internet é um formador de opinião. Neste momento, apenas os militantes parecem interessados na ferramenta, mas os pesquisadores acreditam que muita gente vai procurar informações online sobre os candidatos perto do dia da eleição.
Já os céticos dizem que o envolvimento dos brasileiros em sites de relacionamento como o Twitter é superficial, e pouco provável que se traduza em ativismo popular pelos candidatos, em grande parte não-carismáticos e com origens semelhantes.
Segundo uma pesquisa do Datafolha, apenas 7% dos eleitores obtém informação de campanha na internet, em comparação com mais de 20% nos Estados Unidos. Os especialistas dizem que no Brasil os partidos ainda estão aprendendo a usar este meio, então ainda há muita incerteza sobre o seu impacto. [Reuters]



fonte: http://hypescience.com/videos-no-youtube-e-twitter-mostram-que-a-internet-esta-influenciando-as-campanhas-eleitorais-no-brasil/

terça-feira, 17 de agosto de 2010

PERFIS NO TWITTER VENDEM CONTA DE 40 MIL SEGUIDORES PARA CANDIDATOS


Monitorando o twitter, a equipe do Eleitor 2010 descobriu que alguns perfis têm oferecido contas com até 40 mil seguidores na rede social. É o caso de @twavenda3 e @twavenda4, que anunciavam a oferta de modo semelhante a um spam: “Vendo twitter com mais de 40 mil seguidores Preço 250,00. OTIMO P SUA CAMPANHA ELEITORAL http://migre.me/12tok 85″. O link direciona para uma página do site Mercado Livre e o pagamento é facilitado: doze vezes de R$ 24,79, no cartão ou boleto bancário.
O artigo 57 da Lei Eleitoral proíbe a utilização, doação ou cessão de cadastros eletrônicos em favor de candidatos, partido ou coligações e sujeita multa de R$ 5 mil a R$ 30 mil. A equipe do Eleitor 2010 chegou a simular interesse com o vendedor, cujo nome no Mercado Livre é LEONARDOWD e diz ser de Caratinga, Minas Gerais. Segundo ele, a conta de 40 mil seguidores já havia sido vendida (um dos compradores é MARBAL10), porém dispunha de outra, recheada com 20 mil seguidores, em um preço mais modesto: R$ 150,00.
Segue abaixo trechos da conversa. Mais sobre o relato no Eleitor 2010.
Captura de tela da conversa que releva o esquema – seria muito fácil comprar e vários negócios já foram feitos.
-Leonardo (leonardoweslei@hotmail.com) 12:52 – tenho bradesco, real, itau
-ELEITORA 12:52 Itau entao
-Leonardo (leonardoweslei@hotmail.com) 12:53 – Agencia:3162 Conta:38644-9
-

ELEITORA 12:53 So preciso desses dados?
-Leonardo (leonardoweslei@hotmail.com) 12:54 – pro deposito sim o Titular é Leonardo Weslei Diniz
-ELEITORA 12:54 – blz e vem ca, ta vendendo pra candidato né? é seguro?
-Leonardo (leonardoweslei@hotmail.com) 12:55 – sim. ja vendi pro ex-bb marcelo arants, 
Pra Cupom City
, Pra Lei seca Rj 
dentre outros
-

ELEITORA 12:55 – E eles nao tiveram problemas – isso é ilegal não é nao?
-Leonardo (leonardoweslei@hotmail.com) 12:56 – 
não. 
nenhum deles tem reclamado
 até porque minhas contas são as mais baratas do brasil. Ilegal não é 
o proprio twitter que ira começar a vender seguidores/perfis ?
 A unica diferença é q o preço será amargo.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

A cultura do Twitter



Como a nova mídia social está alterando nossos modos e costumes

Cada parágrafo desse post será feito meticulosamente de forma a não exceder 140 caracteres. É um desafio e tanto, não acham?
O twitter está mudando nossas perspectivas com relação à forma que escrevemos e como nos comunicamos com os outros. É um desafio de síntese.
Em off: o parágrafo acima teve exatos 140 caracteres. Continuando: será que essa mudança cultura melhora ou piora nossa comunicação?
José Saramago, que deus o tenha (hahaha), quando indagado se pensava em abrir uma conta no twitter, escreveu:
“Nem sequer é para mim uma tentação de neófito. Os tais 140 caracteres reflectem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo…”
Saramago, assim não dá! Tem que fazer suas reflexões em menos de 140 caracteres aqui. É a experiência da síntese, da exposição do essencial.
Em off[2]: fiz outro parágrafo de 140 caracteres, mas esse eu precisei reescrever, pois tinha ultrapassado o número de caracteres.
Para um escritor prolixo, o Twitter é um desafio, ou um dilema. Para os preguiçosos, é um prato cheio para neologismo.
“Poxa Mari vc ñ sab como tou feliz de v vc de novo. Vamos marcar para sair miga que precisamos botar akele papo em dia ein bjs”
Ah, a falta de acentos, o uso das abreviações que nunca vi, o assassinato das vírgulas e pontos finais e, mesmo assim, compreensível.
Se antes a desculpa era a e velocidade parar digitar “errado” no MSN, agora a desculpa é a falta de espaço.
Ora, 140 caracteres é realmente muito pouco? É lógico que isso abstrai um pouco da capacidade de argumentação da pessoa.
Mas o que explicaria, então, o sucesso da ferramenta? A verdade é que todos sempre quiseram uma vitrine para seus pensamentos.
E 140 caracteres é espaço suficiente para escrever um projétil dela. É isso o que a maioria das pessoas fazem.
A Ideia complexa é cansativa e chata. Vivemos numa época em que a profundidade das pessoas se perde em meio a tantas conexões.
O twitter cria um ambiente raso e abrangente. Ora, não é exatamente isso que busca o homem pós-moderno?
Percebo aqui o meu erro: não deveria ter proposto um post em parágrafos de 140 caracteres. Não dá. Para uma reflexão, o twitter não serve.
Para insights, talvez. É isso que a cultura do twitter representa: um começo. Não um meio, muito menos um fim.
É o começo das ideias, das divulgações, das interações, dos descobrimos, enfim, é o começo da conexão simples em escala global.
A cultura do twitter é uma cultura de inícios. Conforme o nível de profundidade aumenta, outros recursos são adicionados.
O Twitter não é um sucesso por si próprio. As várias identidades e redes que circundam o microblogging criam uma nova perspectiva.
É a era do princípio. E, como todo começo leva a um meio, encerro aqui o começo de minhas reflexões.
Quando tiver mais caracteres para escrever, farei um artigo completo sobre o assunto. Bem, acho que é isso. Obrigado por lerem até aqui!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Morre, aos 104 anos, a usuária mais velha do Twitter

Falecimento foi comunicado no próprio perfil de Ivy Bean, que tinha 58 mil seguidores na rede social

Quarta-feira, 28 de julho de 2010 às 18h35
A usuária mais velha do Twitter morreu na madrugada desta quarta-feira, 28/07, aos 104 anos. Segundo informações do jornal Daily Mail, Ivy Bean já estava doente há certo tempo, vítima de um tumor não especificado.
perfil de Ivy no Twitter já contabilizava mais de 58 mil seguidores e no Facebook a sua conta já totalizava cerca de 5 mil amigos. Em decorrência do seu estado de saúde, nos últimos tempos Pat Wright, gerente do asilo em que a usuária vivia, passou a realizar as atualizações no microblog. Na manhã desta quarta, Wright comunicou o falecimento de Ivy Bean em post no Twitter.
A internauta morava em um pensionato britânico, no qual os residentes tinham acesso à internet e até mesmo videogames.
tuiteira ivy

quinta-feira, 13 de maio de 2010

A importância da Internet na política


- O Estadao de S.Paulo
São duas horas da madrugada. O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), deixa de lado os jornais, liga o aparelho de som e espera o sono vir com os Beatles ao fundo. A cena da intimidade de um dos possíveis candidatos à Presidência da República em 2010 foi registrada por ele mesmo em seu microblog na rede Twitter. "Vim dormir. Ia ler o clipping da imprensa da semana, mas desisti. Preferi ouvir o Abbey Road inteiro dos Beatles e zapear na TV sem som", escreveu na noite de 13 de julho.
Serra é hoje o mais popular político do Twitter, com 71 mil seguidores, que acompanham em tempo real os passos do tucano. Aos 67 anos, o governador paulista entrou para a turma dos internautas depois dos 60 anos e para a dos "twitteiros" há pouco mais de três meses. Em entrevista exclusiva ao Estado, ele fala do potencial da internet na eleição de 2010 e de sua experiência no mundo virtual.
Qual será o papel da internet nas eleições presidenciais de 2010?
Nas eleições de 2010, no Brasil, nenhum candidato poderá prescindir da internet na campanha, é evidente, mas a influência será muito menor do que nos Estados Unidos, porque somos muito menos conectados, nossa legislação eleitoral é mais restritiva, nossa campanha é muito mais curta do que a deles, que dura quase dois anos, contando com as primárias para a indicação do candidato do partido. Aqui, legalmente a campanha só começa na segunda metade de julho, e a eleição é em outubro.
Qual será o grande desafio das campanhas na web?
O grande desafio de campanhas na internet, que a de Barack Obama venceu com louvor, é transportar o ativismo e a militância do mundo virtual para o mundo real, para ações de visibilidade, para as ruas. Tenho dúvidas de que conseguiremos fazer já em 2010 essa passagem.
Como foi seu primeiro contato com a internet?
Aprendi na marra a usar a internet em 2003, quando passei uma temporada nos Estados Unidos, no Instituto de Estudos Avançados de Princeton, depois de perder as eleições presidenciais em 2002. Fui obrigado a me conectar para conversar com a família, com os amigos, para me manter em dia com as notícias do Brasil e do mundo, para não ficar isolado. Primeiro, aprendi a receber e a mandar e-mail; em seguida, a navegar pelo noticiário. Agora, sou o governador twitteiro e já ganhei até diploma de "especialização em relações twitteiras", do programa CQC, da TV Bandeirantes.
Para quais atividades o senhor utiliza a internet?
Até 2002, no Ministério da Saúde, costumava mandar bilhetinhos escritos à mão para a equipe, perguntando sobre esse ou aquele programa de governo, tirando dúvidas, cobrando essa ou aquela providência. Escrevia à noite e, de manhã, minhas secretárias recebiam uma caixa de papéis para distribuir. Hoje, envio e-mail para os secretários e assessores. Muito mais rápido e eficiente. Também leio notícias nos principais portais e em alguns blogs, escrevo artigos, discursos. Nunca consegui datilografar artigos. Fazia sempre à mão. Troco e-mails com meus filhos, com os amigos e uso para lazer, navego no YouTube para ver clipes de músicas, procurar trechos de filmes. Resisti muito a entrar, porque sabia que iria me viciar. Fraquejei, entrei e me viciei.
O sr. é o político mais popular do Twitter, com mais de 71 mil seguidores. O que tem achado dessa experiência?
Fui para o Twitter meio por acaso e por curiosidade. Uso muito a internet. Comecei a ver reportagens sobre o fenômeno do Twitter e as pessoas mais próximas me diziam que eu devia entrar lá. Nem sabia direito o que era, como funcionava, para que servia, quando abri a minha conta. Esta, aliás, foi a primeira dificuldade: descobri que meu nome e quase todas as variações possíveis já estavam registrados no Twitter, com a minha foto e tudo. Eram muitos perfis falsos. Entrei sem fazer alarde, sem contar para ninguém a não ser para o pessoal mais próximo do gabinete. Habituado a escrever artigos e textos mais longos, no início achei que não conseguiria dizer nada em 140 caracteres, que é o limite do Twitter. Aos poucos, estou aprendendo a ser sintético.
Como o Twitter tem ajudado o seu trabalho como governador?
Eles (internautas) me dão dicas, fazem sugestões, apoiam medidas do governo, elogiam, mas também criticam, cobram, reclamam de coisas que não estão funcionando direito. Repasso para todas as áreas do governo, cobro dos secretários, tiro dúvidas com eles, vejo se as reclamações procedem. Os mais acionados pelos meus seguidores e por mim são o Barradas (secretário da Saúde), o Paulo Renato (secretário da Educação), as áreas de segurança e de transportes. É aí que a internet é fantástica. Poupa tempo, aumenta a eficácia, abre um canal direto entre o governo e o cidadão, para o governante ouvi-lo, prestar contas em tempo real e até para corrigir medidas. Isso para um governante não tem preço.
O sr. também faz comentários pessoais...
Há o lado lúdico também. Quando disse lá no Twitter que gosto de cinema e de trabalhar ouvindo música, muitos seguidores passaram a me mandar dicas e links de canções, cantores, bandas, trechos de filmes. Também fazem muitas perguntas sobre a minha vida, o governo, o que eu acho disso e daquilo. Claro que não consigo responder tudo e fico até aflito, às vezes, mas sempre dá para conversar um pouco. De que outro jeito isso seria possível? Só no Twitter mesmo.C.F. e E.L.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Entrevista com Marcelo Tas sobre o Twitter

“O Twitter já revolucionou a comunicação”
5 de julho de 200913h11Tweet este Post
Por Ana Freitas

Após uma semana agitada na relação entre política e internet (e um coronel amapaense no meio), o jornalista Marcelo Tas faz um balanço do que, afinal, merece atenção. Apoiador e divulgador do #ForaSarney, ele defende a mobilização pela internet mas critica alguns métodos adotados por partidários da campanha. Em entrevista ao Link por telefone, Tas citou a palavra “revolução” nove vezes e falou sobre jornalismo, política e internet. Acompanhe:

Você acha que o Twitter vai revolucionar a comunicação?
Não, eu acho que já revolucionou. Acho que já influenciou e mudou muito a comunicação.

E como isso irá afetar a maneira como a gente recebe e lida com o fluxo de notícias nos próximos anos?
Muito. E é algo que a gente não vai perceber de uma maneira tão pontual quanto a gente percebeu com a chegada da TV, por exemplo. É algo muito mais sutil e, paradoxalmente, muito mais rápido. Entra tão imediatamente na nossa vida que a gente não identifica. A gente tem uma dificuldade muito grande de processamento. Os chips vão se acelerando em proporção geométrica, e a gente continua com o mesmo cérebro, com o mesmo corpo – graças a Deus, inclusive -, e principalmente com a mesma cultura, que é uma cultura muito analógica.

O Twitter pode contribuir para o fim do jornal como conhecemos?
Não gosto do verbo “acabar”, gosto do verbo “transformar”, sabe? Porque nada vai acabar. Os livros, a disenteria, os finais de casamento, essas coisas não vão acabar. Os dramas humanos e os jornais também não vão acabar. Vai tudo sendo transformado por essa possibilidade que a gente tem não só de consumir como de produzir informação. O leitor virou uma fonte, um produtor de notícia. Mas o cara que apura, qualifica e até comenta o que aconteceu tem que ser muito preparado. Esse alguém pode ser um jornalista, e acredito que vai ser um jornalista, mas pode também ser um cara que escreva bem e more em Cuiabá.

Qual sua posição sobre todo o caso envolvendo o #ForaSarney e as celebridades no Twitter?
Antes de mais nada, fico muito aliviado por ainda termos pessoas indignadas com o Sarney. Acho maravilhoso que uma molecada tenha tido a iniciativa de criar a tag e começado a se manifestar. Esse episódio aí para mim é muito pequeno. É uma coisa que ganhou uma dimensão… não há nenhum interesse em ficar falando em “subcelebridades”. Pra mim são pessoas equivocadas sim, e a maneira como eles pediram essa ajuda ao Ashton [Kutcher] foi totalmente ingênua e boboca, para usar palavras muito elegantes. Mas isso para mim teve nenhuma importância. O mais importante foi ver a molecada gerando esse barulhão na internet contra o Sarney.

Ainda que essas manifestações tenham ficado só na rede e poucos tenham comparecido de fato aos locais marcados pra manifestação?
Esse é o jeito analógico de pensar. Quando você fala que o pessoal não compareceu, está se baseando em algo como as Diretas Já, né? Mas nas Diretas demorou um ano e meio pra botar 300 mil pessoas na rua. O #ForaSarney em uma semana mobilizou, saiu matéria em tudo quanto é jornal, e já decretam que foi um fracasso. Se estão criticando as pessoas que foram, quem está errado? Quem foi ou quem não foi? Vi um monte de nerds, em alguns lugares como o Amapá, foram 50 pessoas. Acho isso incrível, primeiro porque o Amapá foi o lugar onde foi eleito o Sarney. E aí as pessoas acham que foi um fracasso. O que me interessa é que tem gente colocando pra fora sua indignação. Jovens que sempre foram tratados como alienados, que “só ficam sentados no computador”, quando tiram a bunda do computador são criticados porque são poucos?

Então exagero pensar em revolução pela internet?
Não, com a internet não. A revolução se faz com pessoas. (A internet) É apenas uma ferramenta, e não é a única. Eu acredito que revolução pra valer, de gente séria, se faz com educação. É a revolução que foi feita na Coreia, e é essa a revolução que me interessa. É o país que tem maior adoção de banda larga e de telefonia celular do mundo, onde a internet não foi tratada com preconceito, mas como uma ferramenta. Nosso erro é olhar pra internet como se ela tivesse vida, como se ela fosse uma pessoa. Ela não é uma pessoa, ela é uma ferramenta como uma caneta. Depende de como a gente usa. O nosso caso, que é bastante grave, é que as pessoas que saem na frente levam porrada de quem tem medo da mudança, como foi essa molecada do #ForaSarney. Tem umas pessoas que ficam torcendo contra, e ficam pintando eles como se eles fossem uns bobocas. Eu não tenho esse tipo de preconceito. Não participei das manifestações, até porque eu, como apresentador do CQC, não tenho que tomar partido ou vestir a camisa de uma causa. Mas apoiei ajudando a divulgar por um motivo muito simples: eu acho o Sarney uma doença para o Brasil.

Não foi ingenuidade dos partidários de Sarney minimizar a campanha?
A cabeça dele é analógica, é a cabeça de um coronel que já fechou televisões e jornais. O Sarney já chegou a tirar do ar a Rede Globo no Maranhão. É um cara que domina o mundo analógico, mas desconhece o digital e começa a levar seus tombos. A mesma coisa aconteceu com o ACM. O coronel manda prender, manda sumir com gente.
Não tenho duvida de que o Sarney vai ser soterrado pela opinião publica.

Diante desse panorama político de uma liberdade de expressão inédita na humanidade, você acha é possível censurar a internet?
Não dá. E isso é curioso, por conta do DNA da internet, que é descentralizado. É uma espécie de armadilha do destino para esses tiranos, mesmo na China. Lá, os nerds conseguem driblar o firewall, a muralha digital chinesa. Não é todo mundo, mas um faz um buraquinho, outro faz e a muralha digital vai cair que nem a grande muralha.

Você acha que os iranianos teriam tido condição de fazer a mobilização que fizeram sem o Twitter?
Não dava. Eles não teriam tido a abrangência e a velocidade que conseguiram. Nós estamos acompanhando em tempo real. Por exemplo, a menina que levou o tiro e caiu no asfalto. A gente viu aquela imagem umas horas depois, o mundo inteiro viu. Há três anos isso provavelmente não aconteceria. Esse é um exemplo muito evidente de algo que já está entre nós.

É o fim da barreira entre fã e ídolo, político e eleitor…
Isso é algo que está aí e vai se aprofundar. O fã realmente vive muito próximo, como o cara que trouxe a informação [sobre a agressão] do Danilo. Ele sabia que eu estava online. Ele não só se sente perto de mim como está perto de mim. Quanto mais você troca informação com seu público, mais constrói relação de confiança. E isso é o que aqueles meninos não souberam fazer, no episódio das “subcelebridades”. Eles foram falar de um assunto que não faz parte da vida deles. Falaram do #ForaSarney como se aquilo fosse uma brincadeira. O papo mais idiota que existe é o ‘vamos botar no Trending Topics’. A importância disso é zero, e quem pensa desse jeito são pessoas velhas, acostumadas a falar de ibope. A internet não é sobre audiência – não adianta você querer inflar seus seguidores do dia pra noite.
É sobre ‘cauda longa‘, sobre uma maioria que não é uniforme, como eram os seguidores da novela das oito. Era uma manada de gente que nem sabe porque está vendo a novela. Na internet não, o cara que é meu seguidor no Twitter sabe porque é meu seguidor. Não adianta de uma hora pra outra você querer bombar seus seguidores. No mundo virtual, as coisas têm que ser muito reais. Outro jeito das pessoas pensarem é “quero ficar famoso, então vou lá falar com o apresentador do ‘Big Brother’”. Tem muita gente que me pede “Marcelo, me dá um tweet que eu quero ficar famoso”. É gente totalmente equivocada.

Na internet, você acha que as movimentações vão sempre estar na mão das pessoas?
Não gosto muito desse negocio de ‘está na mão do povo’, porque povo foi uma palavra desmoralizada pelos políticos.

Mas pense no povo como uma coisa bonita.
É uma ferramenta mais democrática, não tenho dúvida.

domingo, 21 de março de 2010

Onda Twitter...

Eu sinceramente não tinha noção de como esse tal de Twitter funcionava, mas após ver uma entrevista do apresentador do CQC, Marcelo Tas, no canal TV Escola, to revendo os meus conceitos sobre globalização... Arrisco a dizer que esse site tende a ser o maior meio de comunicação entre pessoas de países diferentes... Associando-se a Google, Youtube... nao precisa nem falar mais nada...

Sempre usei o orkut para estudos e informações, tipo: tava precisando de alguma informação sobre o modelo e a marca de um determinado celular q eu tava afim de comprar, entrava no orkut, me associava à comunidade da marca do celular, depois ficava procurando nos posts as vantagens e desvantagens de se ter um um celular dakele modelo q eu queria, já q as fabricantes nunca divulgam isso, a única coisa q eles falam é: "Camera VGA" ao invés de falar "CAMERA RUIM".

Enfim, creio q o principal objetivo de quem criou o orkut era realmente aproximar pessoas de mesmo interesse sobre algo, só q esse nao é o principal uso dele hoje.

Logo q criaram o orkut, os recados eram abertos a todos, e todo mundo gostava de mandar bjs pra todo mundo, gerando uma confusão tremenda. Aparecia um cara de lá do fim de linha do Acre, mandando bjs e dizendo q tava morrendo de saudades de alguém do Rio Grande do Sul, não q pessoas do Acre nao tenham parentes no RS, mas tem momentos e lugares para fazer certos comentários... as circusntâncias em que cada pessoa se encontrava nao era levadas em consideração, provocando muitas vezes várias brigas entre casais, há quem diga q casal que se respeita nao fica "fuçando" o orkut do outro, alguns preferem fazer um orkut só para o casal.... enfim... ORKUT hj é tachado como o site da "fofoca confusenta", perdendo o verdadeiro sentido de sua criação que era unir pessoas com mesmo interesse sobre algo, pelo visto nao é só sobre algo agora, é sobre algo e sobre alguém!

Agora posso acompanhar as noticias em tempo real sobre os assuntos de meu interesse no twitter, livre de confusões, eu espero.

http://www.twitter.com/luizartur