terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Entenda a globalização: nerd quer pegar gatinhas em Harvard e abala ditadura no Egito!

01 DE FEVEREIRO DE 2011, 10:17
ESCRITO POR MARCELOTAS
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Sim, sim, salabim…
Finalmente entendi a tal globalização: um nerd tímido quer pegar gatinhas na sua universidade, inventa uma bagaça chamada Facebook e abala ditadura do outro lado do Atlântico no Egito. Esta é a história ao vivo acontecendo. Jovens egípcios iniciaram um movimento popular se organizando através das redes sociais na internet.
Neste último final de semana, mais uma prova cabal da dissolução das fronteiras e derretimento dos (des) governos diante da tecnologia dos fatos. Senta que lá vem história: semana passada, o Google comprou o SayNow, um portal que consegue transformar voz em texto. Durante o último final de semana, ao invés de comemorar a aquisição, um time de nerds do Google já dentro da nova empresa, se uniram a nerds do Twitter para criar um aplicativo de voz para produzir Tweets. Resultado: já está funcionando uma ferramenta que permite aos egípcios, ainda proibidos de tuitar, subirem tuites via telefone celular. O nome da mágica é Speak to Tweet e pode ser acessada no próprio Twitter aqui.
Quer uma prova do que aconteceu? É só clicar aqui para ouvir as ruas do Cairo.


Egípcios já se reúnem para ato que quer juntar um milhão contra governo


População chega à praça Tahrir, no Cairo, que está cercada de tanques.

Exército promete não reagir no oitavo dia de atos para derrubar Mubarak.

Do G1, com agências internacionais
A população do Cairo reunia-se nesta terça-feira (1º) para o ato de protesto que quer juntar um milhão de pessoas contra o regime do presidente Hosni Mubarak.
O Exército, em nota oficial, disse que considera legítima as reivindicações e prometeu não reprimir os manifestantes, neste que será o oitavo dia seguido de protestos populares contra o regime que já dura 30 anos.
Vários manifestantes fizeram vigília na praça Tahrir, apesar do toque de recolher que vigora no país, e muitos chegavam. Tanques do Exército estavam nos principais acessos ao local, e helicópteros militares sobrevoavam o local.
Também foi convocada uma greve geral por tempo indeterminado, em um país praticamente já paralisado pelos protestos.
As autoridades tentam limitar os deslocamentos da população e obstruir ao máximo os contatos dos organizadores dos protestos.
Na segunda, os trens deixaram de funcionar, e o último provedor de internet egípcio em funcionamento, o Grupo Noor, parou de operar, o que deixou o país sem acesso à rede. Em resposta ao bloqueio à internet, a Google anunciou a criação de uma forma de acesso ao Twitter pelo telefone.
Concessões
Na véspera, Mubarak, de 82 anos, fez uma série de concessões à oposição. O vice-presidente Omar Suleiman, nomeado no final de semana, foi à TV na noite de segunda pedir diálogo com todos os partidos políticos.
Suleiman afirmou ter sido incumbido pelo próprio Mubarak de levar adiante as conversas, que podem incluir alterações na Constituição do país em crise -o que era uma das reivindicações dos oposicionistas.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

'Educação' foi destaque na Campus Party Brasil 2011

Além de celebridades do mundo da tecnologia, o evento também mobilizou especialistas para debater os desafios de educar na cultura digital. Confira uma síntese da cobertura realizada por blogueiros-educadores a convite do EducaRede

Participantes da mesa Educação e Cultura Digital: uma combinação necessária, organizada pela Fundação Telefônica e Instituto Vivo
Entre os dias 17 e 23 de janeiro, foi realizado um dos maiores eventos da cultura digital em São Paulo: a Campus Party Brasil 2011. Milhares de geeks lotaram o pavilhão do Centro de Exposições Imigrantes, que recebeu também celebridades como o vice-presidente dos Estados Unidos e Nobel da Paz Al Gore e Tim Berners-Lee, um dos criadores da internet. Eles se apresentaram no segundo dia do evento e enfatizaram, sobretudo, a importância do acesso livre à internet (veja reportagemno Portal do Cenpec).


A senadora Marina Silva foi destaque em encontro com os campuseiros - nome dado aos participantes que acampam no local do evento. Ela falou sobre o uso das mídias sociais durante a sua campanha eleitoral e a importância de uma política que ofereça internet gratuita para população. Em entrevista ao EducaRede, Marina comentou sobre o potencial pedagógico da internet e das redes sociais (ouça podcast).
“Educação” também foi tema de discussão na CP Brasil 2011, incluindo debates e mesas-redondas organizadas pela Fundação Telefônica e Instituto Vivo. Nessas ações, quem brilhou foi um brasileiro de 17 anos, Rene Silva, do jornal Voz da Comunidade. Ele ficou conhecido no final de novembro de 2010 por liderar o grupo de jovens moradores do Morro do Adeus, no Complexo do Alemão, que noticiou pelo Twitter os acontecimentos decorrentes da invasão da polícia em busca de traficantes de drogas. 
 
E ele ainda vai a Paris!

Junto com Rene Silva, Priscila Gonsales, do Programa EducaRede, visitou o Morro do Adeus, no Complexo do Alemão (RJ), e a redação do jornal Voz da Comunidade, editado pelo jovem de 17 anos. Em um interessante relato, Priscila descreve suas impressões sobre o local e conta sobre a rotina e hábitos do repórter comunitário, que deve conhecer Paris ainda este ano, a convite de uma professora de francês do Consulado da França no Rio de Janeiro. Confira.

O estudante falou ao EducaRede sobre a importância que a escola teve para a sua descoberta do universo digital. Ouça o podcast.


 
Rene participou do Painel Geração interativa: Nada será como antes, no terceiro dia do evento, ao lado de Ivelise Fortim (NPPI-PUC), Volney Faustini (Nativos digitais) e Luciana Cavalini (Grupo Telefônica), com mediação de Priscila Gonsales, coordenadora do Programa EducaRede. O jovem foi apresentado como exemplo positivo dessa nova geração que se forma e é educada no contexto digital (veja os relatos nos blogs EducaRede por Aí, Lousa Digital e Mãe com Filhos), e a escola abriu caminhos para ele se inserir na cultura digital e fazer bom uso de recursos como blog e Twitter (ouça podcast ao lado, no box).
  “O que é educar na cultura digital?” foi discutido na mesa-redonda Educação e Cultura Digital: uma combinação necessária, realizada no dia 20 de janeiro, com a participação de Bianca Santana, coordenadora do Projeto Recursos Educacionais Abertos na Casa da Cultura Digital; Priscila Gonsales, que também é representante do Grupo de Estudos Educar na Cultura Digital; Luciano Meira, da Olimpíada de Jogos Digitais e Educação (OjE), e a professora Débora Sebriam, do Centro Educacional Pioneiro.

Mais do que incluir as tecnologias nas aulas, educar na cultura digital, segundo os debatedores, está relacionado a uma mudança nas relações de ensino/aprendizagem e professor/aluno. “Educar na cultura digital equivale a aprender na cultura digital", ressaltou Bianca. E Debora finalizou “Educar na cultura digital é educar para o diálogo” (confira mais nos blogs Educa Já e História Digital).

Apresentação do ConcursoMinha Vida Mudou na Campus Party Brasil 2011
Tecnologia e Cultura

No dia 21 de janeiro, a mesa "Tecnologia e Cultura: produção, difusão e acesso", também promovida pela Fundação Telefônica e Instituto Vivo, apresentou projetos que utilizam recursos digitais a serviço da produção e difusão de bens culturais. Participaram André Mintz (vencedor do Prêmio Conexões Tecnológicas 2008, voltado a estudantes que trabalham com arte e tecnologia), Kollontai Diniz (Brasiliana USP), Henry Grazinoli (Projeto Tela Brasil) e Gabriel Faria, coordenador da Rede Mocoronga. Gabriel, um jovem de 16 anos, veio de Belterra, no Pará, para contar sua história como monitor de Telecentro e coordenador do projeto de comunicação comunitária envolvendo municípios localizados na Floresta Amazônica (veja entrevista com Gabriel).

Após o debate, Sérgio Mindlin, diretor-presidente da Fundação Telefônica, apresentou o concurso Minha Vida Mudou, lançado durante a CP Brasil 2011 pela Fundação Telefônica, o portal Terra e o Instituto Vivo. Para participar, basta enviar um vídeo, uma foto ou um texto com o tema "Como a tecnologia transformou a sua vida?". O principal critério para seleção das melhores obras é a criativade do autor. Segundo Mindlin, "a ideia é que o concurso proporcione reflexão sobre hábitos associados ao uso da tecnologia, que hoje parecem básicos, mas não faziam parte do dia-a-dia das pessoas há 15 anos" (saiba mais sobre o concurso).


fonte: 
http://www.educarede.org.br/educa/index.cfm?pg=revista_educarede.especiais&id_especial=582

domingo, 23 de janeiro de 2011

Os 100 termos de busca mais ‘perigosos’ da internet


20/01/11 10:25 AM por Lucas Dillmann

A Symantec, responsável pelo popular Norton, divulgou no seu blog os 100 termos (em inglês) que mais conduzem a resultados maliciosos na internet através dos motores de busca, como o mais popular Google.

TOP 10 dos termos mais perigosos
TOP 10 dos termos mais perigosos
A maneira com que os dados foram coletados é até simples: especialistas criaram pesquisas aleatórias e analisaram o retorno dos resultados, se era ou não conteúdo malicioso chegando assim aos 10 termos mais “perigosos” da internet.
Outro resultado interessante do estudo é que do top 100 dos termos mais “perigosos” encontrados, 74 deles estavam relacionados com nomes do domínios populares como “facebook” e “microsoft”, uma vez que os cyber-criminosos preferem levar o usuários à réplicas das páginas oficiais e, com isto, aplicar seu golpe. Afinal, muita gente faz a pesquisa pelo nome do domínio em vez de escrever o link no navegador, assim como faz o login sem olhar se o endereço é de fato o correto e do respectivo site.
Download aqui em PDF todos os dados, em inglês, do relatório que a Symantec fez. E nunca se esqueça: De nada adianta ter o melhor anti-vírus do mercado sem ter um bom-senso ao navegar. ;)

sábado, 22 de janeiro de 2011

Games podem se tornar ferramenta de autoconhecimento



Ana Carolina Prado 22 de janeiro de 2011

Edgard Damiani: a escolha dos jogos pode revelar muito sobre você
Algumas das palestras de maior sucesso na Campus Party deste ano foram as que trataram da psicologia dos games. O responsável por elas foi o desenvolvedor de jogos Edgard Damiani. Autodidata, Edgard começou a atuar na área em 1998, aos 18 anos. Mas não curtiu muito essa história de fazer jogos para ganhar dinheiro: queria fazer isso por uma coisa de realização pessoal, mesmo. O seu ganha-pão é o trabalho como técnico em informática no Ministério Público Federal. Nas horas vagas, trabalha em projetos pessoais e estuda os games aliado a um tema pelo qual caiu de amores há 10 anos: a psicologia.
Edgar acredita que a preferência das pessoas por certos tipos de jogos podem revelar fatos sobre o jogador e, mais do que isso, sobre a sociedade como um todo. A enxurrada de jogos com temas apocalípticos, por exemplo, pode indicar uma percepção coletiva de mudanças na sociedade. “Todas as sociedades têm um apogeu e um declínio. Estamos vivendo num período de declínio da sociedade como a conhecemos e o gosto por esses jogos simboliza que as pessoas estão com esse sentimento de decadência, inconscientemente”, explica.
A dinâmica dos games que escolhemos também pode ser importante nesse processo de autoconhecimento. “Quem prefere jogos de estratégia geralmente é mais analítico. Jogos de ação em tempo real atraem perfis mais ativos”, diz. Rola até um processo de auto-afirmação nos games, impulsionado por questões da vida real. Edgard deu um exemplo fácil de visualizar: imagine um garoto “extremamente intelectual e socialmente deslocado” que sofra perseguições na escola e tenha que lidar com a indiferença das garotas. Ele pode encontrar em jogos complexos, que exijam um raciocínio lógico acima da capacidade de pessoas comuns, um meio de enxergar suas habilidades e seu valor.
É claro que, como o próprio Edgard alerta, não se pode fazer generalizações: cada caso é um caso. O que ele quer é fazer as pessoas perceberem que o mundo dos games é mais complexo do que se imagina.